Dedicação para representar bem a cidade e conquistar uma medalha para o município. A rotina de treinamentos do atleta petropolitano de bocha adaptada Roberto Saul Wigoda, o Betinho, está intensificada para a disputa do Campeonato Brasileiro da modalidade na categoria BC2, que será realizado entre os dias 13 e 17 de novembro em São Paulo. Ele conquistou uma vaga na principal competição do país após o atleta que ficou em terceiro lugar no torneio Regional Leste ter desistido de participar por problemas pessoais.
A equipe de Petrópolis de bocha adaptada realiza os treinamentos no Centro de Cultura Raul de Leoni todas as terças e quintas-feiras entre 14h e 17h, graças a parceira da Superintendência de Esportes e Lazer com a Associação Petropolitana dos Deficientes Físicos (APDEF). O trabalho de preparação está sendo intensificado por causa da participação do atleta no Campeonato Brasileiro. Betinho foi o primeiro atleta da modalidade em todo o país.
"O nosso trabalho está sendo desenvolvido para que o Betinho tenha as condições de disputar de igual para igual com os outros atletas. É uma oportunidade muito bacana, que fortalece o trabalho realizado pela Associação em Petrópolis", explica Marcelo Corrêa, treinador e coordenador técnico do time de Petrópolis, garantindo que a parceria com o governo municipal é fundamental para o desenvolvimento da modalidade em Petrópolis.
“A rotina de treinamentos faz toda a diferença na hora de disputar as principais competições do país. Foi o que aconteceu com o Felipinho, nosso atleta que no ano passado participou do Campeonato Brasileiro de bocha adaptada. Trabalhamos pelo desenvolvimento da modalidade e também para representar bem o nosso município”, disse Marcelo.
O superintendente de Esportes e Lazer, Leandro Kronemberger, explica que a prefeitura vem oferecendo mais espaços para os atletas com deficiência. No ano passado, aconteceu de maneira inédita a I Copa Imperial de futsal para surdos - em parceria com a Associação Petropolitana de Surdos (APES) - e o campeonato municipal de futsal para surdos.
Além disso, já foi realizada a capacitação gratuita para estudantes e professores de educação física que desejam trabalhar com pessoas com deficiência intelectual e um treinamento, também de graça, para árbitros de futebol e futsal. “As atividades oferecidas têm como objetivo aumentar a participação das pessoas com deficiência nas mais diversas modalidades oferecidas na cidade”, disse o superintendente.
No calendário esportivo deste ano, estão previstos, mais uma vez, as competições de futsal e o Dia de Convivência, dentro da programação dos jogos estudantis. “É importante que os alunos com deficiência também ganhem mais espaço. Desde o início da gestão do prefeito Bernardo Rossi, mantemos o Dia de Convivência buscando proporcionar a melhora na qualidade de vida dessas crianças”, completou Leandro.

Sobre a bocha adaptada
A bocha adaptada é um esporte que consiste no lançamento de bolas coloridas e vence o jogador que alcançar o maior número de bolas próximas à bola branca, que funciona como uma referência. São quatro categorias: BC1, BC2, BC3 e BC4, que são divididas de acordo com a limitação de cada atleta. A categoria de Betinho não permite nenhum auxiliar, apenas um suporte para as bolas.


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