Infectologistas avaliam que, em função da vacinação, cidade está no melhor momento desde o início da pandemia

 

Após a queda progressiva e sustentada no número de internações nos últimos meses, Petrópolis registrou redução também no número de mortes por covid-19. Infectologistas avaliam que a cidade vive o melhor momento desde o início da pandemia, em março do ano passado. Com o avanço da vacinação, que alcançou na sexta-feira (29.10) 91,16% de pessoas maiores de 12 anos com pelo menos uma dose e 66,70% que concluíram o esquema de vacinação com duas doses ou dose única, o município está chegando ao fim do mês de outubro com 14 dias sem registro de mortes de pacientes com covid-19.

 

“Estamos vivendo atualmente o melhor período desde o início da pandemia, com uma redução acentuada no número de casos graves e, consequentemente, no número de internações e óbitos também pela covid-19. Tudo em consequência do avanço da cobertura vacinal em nossa população. É um momento bem mais tranquilo”, avalia o infectologista Luís Arnaldo Magdalena Pereira, destacando a importância da imunização: “quem ainda não tomou a vacina deve ser vacinado. Quem ainda não retornou para receber a segunda dose deve retornar e concluir o esquema vacinal. Isso é fundamental para vencermos esta pandemia. Estamos quase lá, falta pouco para que a gente possa comemorar a nossa vitória sobre esta pandemia”, frisa.

 

Até sexta-feira, 19 óbitos notificados à Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde foram confirmados – menor número desde abril de 2020, quando a cidade registrou 15 mortes por covid-19. O município tem no momento cinco óbitos suspeitos em análise, sendo um deles referente a 2020. No mês passado, foram seis dias sem registros de mortes na cidade e 55 óbitos confirmados.

 

“Ver que menos pessoas estão perdendo a vida para esta doença nos revigora, pois aponta que o nosso trabalho para o controle da pandemia está no caminho certo. Agradecemos aos petropolitanos que aderiram à vacinação e a toda equipe da Secretaria de Saúde, que desde o ano passado vem sendo incansável. O esforço de cada um conta para que tenhamos índices cada vez mais baixos da doença e, com a pandemia controlada, possamos acelerar o desenvolvimento da nossa cidade”, destaca o prefeito Hingo Hammes.

 

O número de internações em leitos das redes pública e privada também é o menor desde o início do ano. No período mais crítico da pandemia, no início do mês de abril deste ano, Petrópolis chegou a ter 374 pessoas internadas simultaneamente. Nas últimas semanas hospitais públicos e privados juntos registram menos de 20 internações. Na sexta-feira (29.10) a cidade tinha, ao todo, 15 pacientes internados.

 

“Ao passo que avançamos com a vacinação alcançando mais pessoas e aumentando a taxa de cobertura da população com a segunda dose, o número de casos graves diminui, reduzindo as internações e os óbitos por conta da doença. De junho pra cá temos observado que o número de pessoas internadas vem caindo sucessivamente. Desde a segunda semana de outubro, considerando toda rede de saúde da cidade, temos tido menos de 20 pessoas internadas. Na sexta-feira havia 15 pacientes internados. São números em patamar semelhante aos registrados no início da pandemia e que confirmam que a vacina reduz a circulação do vírus, protege as pessoas e é nosso principal instrumento para controle da pandemia”, considera o secretário de Saúde Aloisio Barbosa da Silva Filho.

 

“Vivemos um momento com a classificação de matriz de risco baixo, temos o menor nível de internações e óbitos desde o início do ano e sem dúvida vivemos o melhor momento desde o início da pandemia. Isso é o resultado desta tecnologia fantástica da vacina”, completa o infectologista José Henrique Castrioto.

 

Até sexta-feira (29.10) Petrópolis tinha 243.366 pessoas que receberam pelo menos uma dose da vacina e 178.068 pessoas que concluíram o esquema de vacinação com as duas doses ou dose única da vacina. A Divisão de Imunização da Secretaria de Saúde aplicou ainda 18.281 doses de reforço em idosos, trabalhadores da Saúde e pessoas com baixa imunidade (imunossuprimidos).

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