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Não há dúvidas de que a ação conjunta de diferentes órgãos é essencial nas respostas a desastres naturais. E mais importante que isso é o que pode ser feito antes que as situações emergenciais aconteçam, através de ações preventivas.
Dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM), divulgados em 2023, apontam que 93% dos municípios brasileiros foram atingidos por desastres naturais como inundações, alagamentos, tempestades e enxurradas, entre 2013 e 2022, tendo afetado mais de 4,2 milhões de pessoas que tiveram de abandonar suas casas.
Neste sentido, o projeto de extensão da UNIFASE "Comunidade que cuida da vida", em parceria com a Defesa Civil de Petrópolis, tem como objetivo reduzir riscos de desastres e fortalecer as comunidades que sofrem com o impacto das chuvas.
"Esse projeto é muito importante para nós, da Defesa Civil, porque a gente consegue identificar melhor as pessoas no território. Além disso, utilizar toda essa experiência dos agentes comunitários de saúde é um diferencial para o nosso trabalho, tanto para a resposta em si, quanto para o acolhimento dessa população, porque é com base nesses dados que conseguimos nos preparar melhor para acolhê-los", analisa Vitória Custódio, geógrafa da Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Petrópolis (SEMPDEC).
O projeto foi apresentado a representantes da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), em reunião realizada no Palácio Itaboraí. "Nós nos surpreendemos com a sensibilidade e participação da UNIFASE, não só por entender a importância de estar no território, como também de ouvir o que os moradores têm a dizer e, com isso, desenvolver um projeto que visa diminuir os riscos, trabalhando a percepção das pessoas e tudo mais que está inserido em um tema tão abrangente como os desastres provocados por eventos climáticos severos", comenta o coronel Sérgio Simões, representante da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ).
A ideia é que o projeto, que teve início no Posto de Saúde da Família da Estrada da Saudade, seja levado para outras localidades. "Pretendemos expandir para a região do Independência, no sentido de capacitar os profissionais que estão lá, ajudá-los a perceber a comunidade e as suas potencialidades e, principalmente, entender que elas já se organizam dentro desses processos", explica a enfermeira e professora Lívia Teixeira, coordenadora do projeto de extensão "Comunidade que cuida da vida".
O projeto foi inclusive o pontapé inicial para a reunião com membros da SES-RJ. "A partir desse trabalho desenvolvido pela UNIFASE junto à Defesa Civil, órgãos de saúde e assistência social, teremos a possibilidade de fazer um exercício simulado, junto à Secretaria de Estado de Saúde, que visa a proteção de pessoas hipervulneráveis, para que elas possam ter uma atenção maior do poder público. O que a gente mais preza na Defesa Civil é a intersetorialidade, trabalhar com somatório de esforços, tanto de órgãos municipais, como universidades e também entidades que possam contribuir, valorizando e protegendo a comunidade", completa Guilherme Moraes, secretário de Proteção e Defesa Civil de Petrópolis.
"Deixamos agendado um novo encontro para a construção de um exercício simulado, tendo como base a comunidade que a UNIFASE já trabalha, mas com a visão voltada para as pessoas com algum tipo de deficiência, para antecipar uma ação de proteção a elas", conclui o coronel Simões.
Também estiveram presentes na reunião: Jorge Dau, presidente da Fundação Octacílio Gualberto, mantenedora da UNIFASE, representantes das Secretarias Municipais de Saúde, Educação e Assistência Social, projeto INcluir, SAMU do Rio de Janeiro e Coordenação de Informação Estratégica em Vigilância em Saúde (CIEVS/SES-RJ).
Mais informações sobre o projeto podem ser acessadas pelo Instagram @


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