A Unidos por Itaipava (Unita)
voltou a chamar a atenção para um problema que afeta diretamente a vida de
moradores, comerciantes e visitantes do distrito: a falta de vagas de
estacionamento e a ocupação irregular das calçadas por veículos. A situação,
recorrente em diversos pontos, é especialmente crítica ao longo da Estrada
União e Indústria, rodovia federal que funciona como artéria central de
Itaipava e concentra o fluxo de comércio, escolas, prestadores de serviço e
turistas.
Com o crescimento econômico da
região nos últimos 20 anos, impulsionado pela gastronomia, pelo turismo e pelo
comércio, Itaipava se tornou pólo de atração para milhares de visitantes todos
os fins de semana. No entanto, a infraestrutura viária não acompanhou esse
ritmo. Em muitos trechos, não há recuos ou bolsões de estacionamento, e
motoristas acabam parando sobre as calçadas — quando elas existem. Em outros
pontos, sequer há calçadas, obrigando pedestres a disputar espaço com os
carros.
“O distrito cresceu,
diversificou sua economia e atrai cada vez mais turistas, mas continua sem
planejamento urbano adequado. A falta de vagas e o uso irregular das calçadas
comprometem a mobilidade e colocam pedestres em risco”, afirma Alexandre
Plantz, presidente da Unita.
O problema atinge diretamente
o comércio local, que depende da circulação de clientes com segurança e
conforto, além de escolas e prestadores de serviço que enfrentam dificuldades
diárias para acessar o centro de Itaipava. “É preciso pensar na mobilidade como
fator estratégico para a economia do distrito. Se turistas e consumidores não
conseguem estacionar ou caminhar com tranquilidade, o desenvolvimento fica
limitado”, reforça Fabricio Santos, secretário da entidade, que aponta ainda a
falta de campanhas de conscientização no trânsito no distrito.
A Unita defende que o poder
público adote medidas urgentes, entre elas a criação de áreas específicas de
estacionamento, a construção de calçadas acessíveis e a intensificação da
fiscalização de trânsito. “Não é apenas uma questão de trânsito, é um debate
sobre qualidade de vida e sobre o futuro de Itaipava. Precisamos garantir que o
crescimento econômico venha acompanhado de infraestrutura adequada”, acrescenta
Plantz.
Segundo a entidade, a solução
passa por um esforço conjunto entre município, órgãos de trânsito e a própria
comunidade. “Itaipava se consolidou como destino turístico e polo de negócios.
Agora, é hora de transformar esse crescimento em planejamento urbano que
organize o fluxo de veículos e preserve a segurança de quem vive e visita o
distrito”, conclui Santos.


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