Petrópolis como sede do novo
supercomputador do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) passa a
integrar, a partir de agora, a agenda do Movimento Empresarial Petrópolis 2030,
que reúne 32 entidades representativas do setor produtivo e da sociedade civil
organizada. Reconhecido por propostas articuladas estruturantes para o
desenvolvimento econômico, social e urbano do município, o Petrópolis 2030
decidiu incorporar a defesa do supercomputador como sua 20ª pauta estratégica,
ao lado das demais diretrizes que o movimento elencou como fundamentais para o
crescimento da cidade. Uma campanha de mobilização, capitaneada pelo Conselho
Municipal de Inovação, será lançada na segunda-feira, às 14h, no Laboratório
Nacional de Computação Científica (LNCC).
A iniciativa do movimento
empresarial parte do entendimento de que a instalação de uma infraestrutura de
alto desempenho externo para a inteligência artificial pode reposicionar
Petrópolis no cenário nacional da inovação, da ciência e da tecnologia,
ampliando oportunidades para empresas, universidades, centros de pesquisa e para
a formação de mão de obra comprometida.
Petrópolis tem uma tecnologia
como vocação formalmente identificada como potencial; sedia o Laboratório
Nacional de Computação Científica, âncora do setor; já conta com o
supercomputador Santos Dumont e abriga mais de 400 empresas no setor de
tecnologia (TI), entre desenvolvedoras de software, serviços de tecnologia da
informação, startups e empresas ligadas à inovação digital e soluções
tecnológicas, tendo o SerraTec como articulador do ecossistema de inovação
da Região Serrana. Esse conjunto de empresas gera mais de cinco mil empregos na
área de tecnologia no município e região, com um impacto econômico que
ultrapassa R$ 1 bilhão em faturamento anual.
Para o presidente da Câmara de
Dirigentes Lojistas de Petrópolis (CDL) e uma das lideranças do movimento,
Cláudio Mohammad, a candidatura para que o novo supercomputador seja instalado
em Petrópolis dialoga diretamente com a vocação histórica da cidade para o
conhecimento e com os desafios contemporâneos do desenvolvimento sustentável.
"Petrópolis sempre foi um território ligado à ciência, à inovação e à
formação intelectual. Ao eleger a defesa do supercomputador como a 20ª pauta do
Petrópolis 2030, o movimento sinalizando que pensar o futuro da cidade passa,
necessariamente, pela tecnologia, pela inteligência artificial e pela economia
do conhecimento", afirma.
Segundo Mohammad, a chegada de
um equipamento dessa magnitude teria efeitos que vão muito além do ambiente
acadêmico, irradiando impactos positivos para o comércio, os serviços, a
indústria e o mercado de trabalho local.“ Estamos falando de uma infraestrutura
capaz de atrair investimentos, estimular startups, fortalecer centros de
pesquisa e gerar empregos. Isso movimenta a economia, cria novas demandas e
amplia o protagonismo de Petrópolis no cenário nacional”, destaca o dirigente.
O Petrópolis 2030 reúne
atualmente 32 entidades empresariais, setoriais e da sociedade organizada, que
atuam de forma integrada na construção de propostas de longo prazo para a
cidade, com foco em competitividade, inovação, sustentabilidade, educação e
qualidade de vida.
Ao incorporar a candidatura do
supercomputador do PBIA como pauta estratégica, o movimento reforça sua
disposição de atuar de forma propositiva e institucional, apoiando iniciativas
que possam transformar Petrópolis em um polo de referência em tecnologia e
inovação. "Essa não é uma pauta isolada ou circunstancial. Ela vai ao
encontro de várias frentes já defendidas por Petrópolis 2030, como educação,
inovação, desenvolvimento econômico e geração de oportunidades. É uma agenda
que olha para as próximas décadas", completa Cláudio Mohammad.


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