A Câmara Municipal de
Petrópolis realizou audiência pública para avaliação do cumprimento das metas
fiscais do terceiro quadrimestre de 2025. A sessão, presidida pelo vereador
Tiago Leite, reuniu representantes da Secretaria de Fazenda e membros do Poder
Legislativo para analisar o fechamento anual das contas públicas, a aplicação
dos recursos e os desafios da arrecadação municipal.
Durante a apresentação, o
Secretário de Fazenda, Fábio Junior, relatou um cenário de equilíbrio
financeiro, indicando que a receita total do período superou o previsto em
5,55%, totalizando R$ 1,89 bilhão. Foi destacado o bom desempenho de receitas
próprias, como o IPTU e o ISS, que alcançaram, respectivamente, 106,99% e
105,57% das metas estabelecidas. Além disso, o balanço técnico indicou que o
município cumpriu as metas constitucionais, destinando 33,14% dos recursos para
a Saúde e 31,97% para a Educação, índices que superam o mínimo exigido por lei.
Um dos temas discutidos foi a
existência de um superávit orçamentário registrado no relatório. Os vereadores
buscaram entender o motivo de haver um saldo positivo expressivo no papel
enquanto a cidade ainda lida com desafios na manutenção de serviços básicos.
Foi apontada uma baixa execução orçamentária dos investimentos previstos, com
os vereadores ressaltando que o superávit arrecadado não se transformou, na
mesma proporção, em melhorias concretas na ponta, como iluminação pública e
manutenção de vias.
A questão do endividamento
público também foi abordada durante a audiência, especialmente em relação aos
precatórios, que atualmente somam mais de R$ 464 milhões. Os parlamentares
discutiram o ritmo dos pagamentos e a utilização de receitas extraordinárias
para o equilíbrio das contas. Também foi apontada a baixa performance na
recuperação da dívida ativa, que alcançou 52,46% da meta prevista, reforçando a
necessidade de aprimorar os mecanismos de cobrança de grandes devedores e dar
maior celeridade à atuação da procuradoria fiscal.
A transparência na aplicação
dos recursos também incluiu questionamentos sobre os gastos com terceirizados e
o impacto na folha de pagamento. Houve pedido de esclarecimento sobre os
repasses ao SEHAC (Serviço Social Autônomo Hospital Alcides Carneiro) e a
fiscalização dos contratos de limpeza urbana. A equipe da Fazenda justificou
que os repasses ao SEHAC seguem metas de produção médica e que os pagamentos à
Comdep são baseados na medição dos serviços.


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