Uma pesquisa com participação do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis, foi publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), uma das mais reconhecidas do mundo. O estudo apresenta avanços importantes na previsão de casos de dengue no Brasil e já começou a ser incorporado ao planejamento do Ministério da Saúde.


O trabalho contou com a atuação do pesquisador Americo Cunha Jr. e integra um esforço internacional para aprimorar modelos capazes de antecipar surtos da doença. Intitulada “Leveraging probabilistic forecasts for dengue preparedness and control: The 2024 Dengue Forecasting Sprint in Brazil”, a pesquisa é resultado do IMDC24, um desafio científico que reuniu seis equipes de diferentes países com o objetivo de desenvolver previsões para a incidência de dengue em 2024 e 2025.


Os pesquisadores analisaram o desempenho de cada modelo criado e, posteriormente, desenvolveram um modelo agregado — que combina as melhores características de cada proposta. Essa integração tornou as previsões mais confiáveis, principalmente em cenários de alta transmissão, como o registrado no país em 2024.


O estudo foi conduzido pelo consórcio Mosqlimate-Infodengue, dedicado ao monitoramento e à previsão de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. A metodologia combina modelos matemáticos, aprendizado de máquina e dados climáticos para identificar padrões e antecipar possíveis epidemias.




A iniciativa reúne instituições brasileiras como Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), além de universidades da Arábia Saudita, Espanha, Estados Unidos e outros países.


Como resultado prático, a metodologia desenvolvida passou a integrar a agenda nacional de resposta a epidemias do Ministério da Saúde. Com isso, o governo federal passa a contar com uma ferramenta mais precisa para planejar ações preventivas, organizar a distribuição de recursos e agir de forma antecipada diante de possíveis surtos, fortalecendo a proteção à população.


O artigo completo está disponível no site da PNAS.

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