Com frota municipal de 205.413 veículos, de acordo com emplacamentos feitos pelo Detran-RJ, estimativas indicam que Itaipava pode concentrar algo entre 18 mil e 22 mil veículos registrados — cerca de 10% da frota total da cidade — e absorver circulação diária estimada entre 30 mil e 35 mil veículos, o que pode representar até 17% de toda a movimentação automotiva do município. Diante desses números, a Unita – Unidos por Itaipava cobra a elaboração e divulgação de um Plano de Mobilidade específico para o distrito.


O cálculo considera o fluxo médio de aproximadamente 25 mil veículos por dia na Estrada União e Indústria — principal eixo viário da região — somado à movimentação das vias vicinais que alimentam o corredor. A União e Indústria, além de estruturar Itaipava, funciona como ligação entre Centro, Corrêas, Nogueira, Pedro do Rio e Posse, concentrando deslocamentos locais e de passagem.


Para a entidade, o volume é expressivo para um distrito que reúne população residente estimada em cerca de 35 mil habitantes, além de uma população flutuante significativa nos fins de semana, temporadas de inverno e feriados prolongados, impulsionada por turismo, gastronomia e eventos

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“O que temos hoje é um distrito com dinâmica urbana intensa, crescimento imobiliário consistente, fluxo comparável ao de cidades médias, público turístico e veranista flutuante, mas sem um plano estruturado de mobilidade que organize essa expansão”, afirma Alexandre Plantz, presidente da Unita.


Segundo ele, a ausência de planejamento específico amplia gargalos já perceptíveis em horários de pico e em períodos de alta ocupação turística. “Não se trata apenas de congestionamento. Estamos falando de tempo de deslocamento, impacto na logística comercial, segurança viária e qualidade de vida. Itaipava precisa de planejamento técnico compatível com o volume que gera e recebe”, acrescenta.


O secretário da entidade, Fabrício Santos, destaca que o distrito carece de estudos atualizados de capacidade viária. “Qual é a capacidade teórica da Estrada União e Indústria? Qual o nível de serviço atual da via? Houve estudo de impacto viário recente considerando o crescimento imobiliário e comercial? Essas respostas precisam ser públicas”, pontua.


A Unita defende que o município apresente um Plano de Mobilidade com recorte distrital, contendo diagnóstico técnico, projeção de crescimento da frota, alternativas de circulação, hierarquização de vias, incentivo ao transporte coletivo e soluções para períodos de alta sazonalidade.


Para a entidade, o desenvolvimento econômico de Itaipava — um dos principais polos turísticos e gastronômicos de Petrópolis — exige infraestrutura compatível. “Planejar não é frear o crescimento. É garantir que ele ocorra com sustentabilidade. Os números já mostram que Itaipava opera em patamar que exige gestão técnica permanente”, aponta Plantz.


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