O início das
obras da nova ponte do Arranha-Céu, em Itaipava, previsto para este mês,
acendeu um sinal de alerta entre moradores, empresários e representantes do
setor produtivo da região. A intervenção, conduzida pela concessionária
Elovias, envolve uma das principais conexões entre a BR-040 e a Estrada União e
Indústria — eixo central da mobilidade urbana do distrito.
A Unidos por
Itaipava (Unita) cobra informações detalhadas sobre como será a operação
durante o período de obras, especialmente em relação ao funcionamento da atual
ponte. Ainda não há clareza, segundo a entidade, se a estrutura será totalmente
interditada, parcialmente utilizada ou demolida já nesta etapa, o que pode
comprometer diretamente a circulação entre a rodovia e o centro de Itaipava.
“A ponte do
Arranha-Céu é um ponto estratégico para a mobilidade local. Qualquer
intervenção ali tem impacto direto não só na rotina dos moradores, mas também
na dinâmica do turismo e do comércio. O que defendemos é previsibilidade e
planejamento”, afirma o presidente da Unita, Alexandre Plantz.
A entidade
também questiona quais serão as rotas alternativas para motoristas que utilizam
o acesso diariamente. Entre as opções, estão a ponte do Castelo — que hoje
apresenta limitações estruturais e restrição a veículos leves — e o trevo de
Bonsucesso, principal entrada de Itaipava, que já opera sob pressão em horários
de pico, além da Estrada do Catobira.
“É fundamental
entender se essas vias terão condições de absorver um eventual aumento de fluxo
e quais medidas serão adotadas para evitar gargalos ainda maiores. Estamos
falando de um impacto que pode afetar toda a circulação do distrito”, destaca o
secretário da Unita, Fabrício Santos.
Outro ponto
levantado pela entidade diz respeito à sinalização e à orientação dos
motoristas durante as obras. A preocupação é que, sem comunicação clara e
antecipada, condutores sejam direcionados a acessos interditados, gerando
transtornos e necessidade de retornos longos, como em Pedro do Rio.
A Unita também
defende a presença de equipes de trânsito e reforço na fiscalização,
especialmente no trevo de Bonsucesso, além da divulgação prévia de eventuais
mudanças no tráfego. Para a entidade, a integração entre concessionária e poder
público municipal será determinante para minimizar os impactos da obra.
“Não se trata de
questionar a importância da intervenção, que é necessária e foi muito cobrada
por nós, mas de garantir que ela aconteça com o menor impacto possível para
quem vive, trabalha e visita Itaipava. Informação e coordenação são essenciais
nesse processo”, completa Plantz.


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