A Páscoa de 2026 promete aquecer o comércio em Petrópolis, acompanhando o movimento nacional que projeta mais de 106 milhões de consumidores indo às compras. Levantamento da CNDL e do SPC Brasil, divulgado nesta terça (24) aponta que 65% dos brasileiros pretendem presentear na data — um indicativo positivo também para o varejo local, especialmente no segmento de chocolates.
Os tradicionais ovos industrializados seguem liderando a preferência, mas um movimento cada vez mais perceptível nas ruas da cidade é o avanço dos produtos artesanais. Em Petrópolis, chocolaterias, confeiteiros independentes e pequenos empreendedores ganham espaço ao apostar em qualidade e personalização, atributos que já aparecem entre os principais critérios de decisão de compra no país.
De acordo com o estudo, 40% dos consumidores demonstram interesse em produtos artesanais, reforçando uma tendência que, na prática, valoriza o comércio de bairro e a produção local. Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis, Cláudio Mohammad, esse cenário representa uma oportunidade estratégica para os lojistas da cidade.
“A Páscoa é uma data muito simbólica, que ativa o consumo pelo afeto. Em Petrópolis, isso se traduz em uma valorização crescente dos produtos artesanais e personalizados, que têm forte identidade local. O consumidor está mais atento à qualidade e à experiência, e isso favorece diretamente o nosso comércio”, destaca.
Outro comportamento relevante é o da compra tardia. A pesquisa indica que 45% dos consumidores devem deixar para adquirir os produtos na semana da Páscoa, o que exige atenção redobrada dos lojistas quanto a estoque e estratégias de atração.
“O comerciante precisa estar preparado para essa ‘virada de chave’ nos últimos dias. Quem tiver variedade, boa exposição e condições atrativas tende a capturar esse cliente que decide em cima da hora”, avalia Cláudio.
Apesar do otimismo, o cenário exige cautela. A maioria dos consumidores pretende pesquisar preços antes de comprar, e mais da metade percebe os produtos como mais caros em relação ao ano passado. Ainda assim, o gasto médio deve girar em torno de R$ 253, com a compra de múltiplos itens.
“É uma Páscoa de equilíbrio. O consumidor quer presentear, quer manter a tradição, mas está mais consciente financeiramente. Cabe ao lojista oferecer opções para diferentes perfis de consumo, sem perder competitividade”, aponta Cláudio Mohammad.


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