A mobilidade em Itaipava entrou no centro das discussões institucionais diante da construção da nova ponte do Arranha-Céu, ligação estratégica entre a BR-040 e a Estrada União e Indústria — principal eixo de circulação dos distritos. O presidente Unita, Alexandre Plantz e o presidente da CPTrans, Luciano Moreira, fizeram uma reunião esta semana em que a empresa de trânsito municipal apresentou a minuta do Plano Operacional de Mobilidade e Contingência Viária para o período das obras. Para a Unita houve consonância entre o que a associação prega como ponto essencial para fluidez e a providência que a CPTrans  já estava alinhavando para colocar em prática.


A intervenção, que será executada pela concessionária Elovias, prevê a construção de uma nova ponte e demolição da estrutura atual, considerada deteriorada. O impacto, embora localizado, é classificado como sistêmico, já que o trecho concentra fluxo de veículos de passeio, carga e turismo, além de ser essencial para o transporte público e serviços.


Segundo o plano apresentado pela CPTrans na reunião – que contou com a presença dos empresários Caio Marcolino e Caíque Salvini, além de Rogério Elmor, representando o Petrópolis Convention & Visitors Bureau,  o objetivo central é garantir segurança viária e fluidez do tráfego durante todas as fases da obra, que será iniciada nos próximos dias e incluir momentos críticos, como a interdição total da via. Para isso, estão previstas ações integradas de desvio de tráfego, sinalização temporária, fiscalização intensiva, comunicação em tempo real e estratégias de contingência para cenários de pico ou emergência .


“O mais importante neste momento é que há um planejamento estruturado, com diagnóstico técnico e previsão de cenários. A UNITA provocou essa discussão porque entende que não se trata apenas de uma obra, mas de um impacto direto na vida das pessoas, no comércio e no turismo de Itaipava”, afirma o presidente da UNITA, Alexandre Plantz, que acrescenta a iniciativa da CPTrans em viabilizar um plano que também é focado em comunicação com os motoristas.


Entre os pontos críticos mapeados estão o Trevo de Bonsucesso, a Ponte do Castelo e a Estrada do Catobira, que devem absorver o fluxo durante as intervenções mais severas. O plano prevê operação em sistema “pare e siga”, reforço na atuação de agentes de trânsito, restrições para veículos de carga em horários de pico e reprogramação do transporte público, com ajustes de itinerários e horários.


Para o secretário da UNITA, Fabrício Santos, o avanço do diálogo institucional é um passo importante, mas exige acompanhamento permanente. “Estamos falando de uma obra longa, com impacto direto na economia local e na rotina de moradores. A construção desse plano mostra que há uma preocupação real com a mobilidade, mas é fundamental que ele seja dinâmico e ajustado conforme a operação avance”, destaca.


Outro eixo considerado estratégico é a comunicação com a população. O plano prevê campanhas informativas prévias, uso de painéis de mensagem, atualização em tempo real e integração com rádios e canais digitais, buscando reduzir a desinformação e orientar motoristas sobre rotas alternativas e condições do tráfego.


Alexandre Plantz reforça que a atuação da entidade continuará ao longo de todo o processo. “Nosso papel é garantir que Itaipava seja ouvida. A reunião com a CPTrans mostra sensibilidade e preparo técnico, e isso é fundamental para que a cidade atravesse esse período com o menor impacto possível”, aponta.

 

 

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