O tradicional “amigo oculto” de Páscoa tem a previsão de movimentar cerca de 37,8 milhões de consumidores em 2026 em todo o país, e se consolida como um importante motor para o varejo no período. Em Petrópolis, a expectativa da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) é de que a prática contribua diretamente para o aumento do fluxo nas lojas e para o crescimento das vendas, especialmente nos segmentos de chocolates, presentes e lembranças.


De acordo com pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas, 35% dos entrevistados pretendem participar de alguma brincadeira do tipo nesta Páscoa. O levantamento, divulgado nesta quinta (02),  aponta ainda um dado relevante para o comércio: o valor médio dos presentes registrou um salto expressivo, chegando a R$ 102,31 — alta de quase 80% em relação ao ano anterior.


Outro aspecto que chama a atenção é o engajamento dos consumidores. Em média, cada participante pretende aderir a quatro eventos distintos de amigo-chocolate, o que amplia significativamente as oportunidades de consumo ao longo da temporada.


Para o presidente da CDL Petrópolis, Cláudio Mohammad, o cenário é positivo e deve se refletir diretamente no desempenho do comércio local. “O amigo-chocolate deixou de ser apenas uma brincadeira entre amigos e se consolidou como um importante vetor de consumo na Páscoa. Esse movimento, somado ao aumento do ticket médio, tende a beneficiar diretamente os lojistas de Petrópolis, especialmente os que trabalham com chocolates, cestas e itens personalizados”, destaca.


A pesquisa também revela que a motivação para participar dessas trocas vai além do presente em si. Entre os entrevistados, 17% apontam o prazer dos encontros sociais como principal razão, enquanto 12% veem na brincadeira uma alternativa mais econômica para presentear várias pessoas.

O ambiente familiar lidera como principal cenário para a realização do amigo-chocolate, com 67% das menções, seguido por amigos (45%) e colegas de trabalho (36%). Para o comércio, essa diversidade de públicos amplia o leque de produtos e estratégias de venda.

“Essa multiplicidade de ocasiões abre espaço para diferentes faixas de preço e perfis de consumo. O lojista que souber trabalhar bem a exposição dos produtos, criar kits e oferecer opções acessíveis e criativas certamente terá melhores resultados”, avalia Cláudio Mohammad.

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