O vereador Léo França encaminhou
ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro um pedido de apuração sobre a
situação da educação infantil na rede municipal de ensino de Petrópolis. O
vereador vem acompanhando de perto a realidade das unidades, com visitas e
ouvindo pais, responsáveis e profissionais da educação. O cenário identificado
é considerado muito preocupante, devido à falta de educadores, mediadores e
avaliadores, além da adoção de revezamento de turmas, prática que reduz o tempo
de permanência das crianças nas escolas, comprometendo a educação.
No documento enviado ao
Ministério Público, o vereador Léo França destaca a carência de profissionais,
que já afeta diretamente o funcionamento de unidades como os CEIs Irineu
Marinho, Marli Soares, Dagmar Rolando de Oliveira, Ana Carolina Telles, André
Rebouças e Sérgio Ribeiro da Rocha, além da Fábrica do Saber. Como
consequência, as unidades passaram a reduzir o tempo de permanência das
crianças na escola por meio do revezamento de turmas.
“A situação é ainda mais grave
quando falamos de crianças com deficiência ou com necessidades educacionais
específicas, que dependem de acompanhamento individualizado para garantir
inclusão, segurança e desenvolvimento. Sem esse suporte, não há inclusão de
fato. O que estamos vendo hoje é um direito sendo comprometido pela falta de
profissionais e de gestão pública”, afirma o vereador.
Governo Municipal não cumpre
lei de transparência sobre concursos públicos
A situação também chama
atenção para o descumprimento da Lei Municipal nº 9.054/2025, que estabelece a
obrigatoriedade de divulgação e atualização da lista de aprovados em concursos
públicos no site oficial da Prefeitura. Até o momento, a Lei não foi cumprida
pelo Governo.
Para o vereador Léo França, o
cenário evidencia falhas na gestão e reforça a necessidade de medidas urgentes
para garantir o cumprimento da legislação e a adequada prestação do serviço
público.
“A situação na educação do
município é muito séria. Vai desde a falta de transparência até problemas como
merenda inadequada, infraestrutura precária das unidades e, agora, o
revezamento de turmas por falta de profissionais. Enquanto isso, há
profissionais aprovados no concurso da educação aguardando convocação, sem
qualquer previsibilidade, já que a Prefeitura não cumpre a lei de
transparência. E a rede continua operando com déficit de pessoal. É
inadmissível que crianças tenham seu direito à educação reduzido por falta de
planejamento e de ação do poder público”, afirmou.


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