O coletivo Afro Serra lançou oficialmente, no dia 13 de maio, sua Escola de Artes, iniciativa voltada à valorização e difusão da cultura afro-brasileira em Petrópolis. O projeto terá início de forma itinerante, levando oficinas, apresentações e atividades culturais para escolas públicas, instituições e comunidades do município.


Fundado em 2013 pela ativista e produtora cultural Mônica Valverde, o Afro Serra atua há mais de uma década no resgate da memória afro-brasileira na Região Serrana fluminense. O movimento desenvolve ações culturais e educativas com foco na preservação das tradições populares negras e no fortalecimento da identidade afrodescendente na cidade.


Entre as manifestações promovidas pelo grupo estão o jongo, samba de roda, capoeira, carimbó, bumba meu boi e rodas de samba. Além das apresentações culturais, o coletivo realiza pesquisas, rodas de conversa, palestras e vivências em escolas e espaços públicos.


Reconhecido em 2024 como Ponto de Cultura pelo governo federal, o Afro Serra também organiza a “Semana das Pretas Afro Serra”, evento dedicado ao protagonismo feminino negro e às discussões sobre ancestralidade, cultura e representatividade.


Segundo Mônica, a criação da Escola de Artes busca ampliar o acesso da população às manifestações culturais afro-brasileiras e combater o apagamento histórico da presença negra em Petrópolis por meio da arte e da educação.


O grupo já confirmou ainda a realização da segunda edição do Festival de Jongo Afro Serra em 2026. A programação deverá percorrer os cinco distritos de Petrópolis, com atividades previstas em 10 escolas do município.

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