Artistas, produtores culturais e moradores de Petrópolis realizaram neste sábado (16) o terceiro ato “O Theatro é Nosso”, em frente ao Theatro Dom Pedro, no Centro Histórico da cidade. A mobilização pede transparência sobre a reforma do espaço cultural e a divulgação de um cronograma para conclusão das obras, que vêm sendo sucessivamente adiadas desde 2019.
Inaugurado em 1933, o Theatro Dom Pedro é considerado um dos principais equipamentos culturais da Região Serrana. Localizado na Rua do Imperador, próximo ao Museu Imperial, o prédio possui capacidade para cerca de 500 pessoas e reúne elementos arquitetônicos de Art-Nouveau e Art-Déco, além de obras do artista petropolitano Carlos Schaeffer.
O teatro foi fechado há sete anos para um amplo processo de restauração. Entre as intervenções previstas estão revisão elétrica, implantação do sistema de combate a incêndio, correção de infiltrações, melhorias de acessibilidade, recuperação da fachada e climatização.
Segundo informações divulgadas pela Prefeitura de Petrópolis ao longo do processo, parte significativa da estrutura já teria sido concluída, incluindo instalações elétricas e hidrossanitárias, recuperação de pisos e telhado, pintura, restauro artístico e instalação de elevador e plataforma de acessibilidade. A etapa final dependeria do desligamento temporário da rede elétrica pela concessionária de energia, procedimento que já foi realizado.
No entanto, de acordo com representantes da mobilização e informações divulgadas por mídias locais, a retomada da obra voltou a ser interrompida após atrasos nos pagamentos à empresa responsável pela execução dos serviços.
Outro ponto levantado durante o ato foi o envio, em 9 de abril deste ano, de um ofício encaminhado pelo gabinete do deputado federal Tarcísio Motta, presidente da Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados. O documento solicitava esclarecimentos sobre o andamento da reforma e questionamentos apresentados pela classe artística petropolitana, especialmente pelos segmentos de teatro e dança do Conselho Municipal de Cultura. Segundo os organizadores, as respostas deveriam ter sido encaminhadas em até 15 dias, o que, até o momento, não teria ocorrido.
A comissão organizadora afirma que a mobilização busca reunir artistas, imprensa, representantes políticos e moradores da cidade em defesa da reabertura do teatro.
“São sete anos sem transparência e sem compromisso público com os artistas locais, diretamente prejudicados pela falta de espaço de estudos, formação, pesquisa e produção teatral na cidade de Petrópolis e a população petropolitana, impedida de exercer seus direitos culturais”, afirma Iara Roccha, integrante da comissão organizadora do ato e diretora-presidente da Cia Teatral Língua de Trapo.
Programação Cultural – 3º Ato “O Theatro é Nosso!”
15:00 — Roda de Capoeira com Grazy Colibri
15:40 — Poesia e Música com Grupo Café Pra 4
16:00 — Música com Tiago Cordeiro
16:20 — Bloco Batuque na Cozinha
17:00 — Performance Teatral com Grupo Pessoal Aí
17:10 — Encontro Pontos de Cultura de Petrópolis
17:45 — Tia Lili fala sobre Augusto Boal e Teatro do Oprimido
18:00 — Música com Igor Oggy
18:30 — Música com Sambice
19:00 — Música com Tropical Roots


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