O glaucoma é uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo e ainda representa um desafio importante para a saúde ocular, principalmente por evoluir de maneira silenciosa em grande parte dos casos. No Dia Nacional de Combate ao Glaucoma (26/05), especialistas reforçam a importância da conscientização, do diagnóstico precoce e do acompanhamento oftalmológico regular como principais aliados na preservação da visão.
A oftalmologista Dra. Mônica Araújo, do Hospital Santa Teresa, explica que muitos pacientes não percebem os sinais iniciais da doença, o que pode atrasar o diagnóstico. “O glaucoma geralmente é uma doença silenciosa ou que apresenta sintomas inespecíficos, como lacrimejamento, sensação de cansaço nos olhos e fotofobia”, afirma. Em alguns casos, segundo a especialista, também podem ocorrer dor ocular e embaçamento visual.
O glaucoma é uma doença que provoca lesões no nervo óptico, geralmente associadas ao aumento da pressão intraocular, podendo comprometer progressivamente o campo visual quando não tratada adequadamente. Pessoas com histórico familiar da doença, alterações no nervo óptico ou pressão intraocular suspeita fazem parte do grupo que exige acompanhamento mais frequente.
A especialista ressalta que identificar a doença precocemente faz diferença no prognóstico e na manutenção da qualidade de vida do paciente. Para investigação e acompanhamento do glaucoma, são indicados exames específicos, como a medida da pressão intraocular, campimetria, tomografia de coerência óptica do nervo óptico (OCT), paquimetria, gonioscopia e retinografia. “Quanto mais cedo o diagnóstico é realizado, maiores são as chances de preservar a acuidade visual e evitar a progressão da doença”, destaca a Dra. Monica.
Os avanços terapêuticos também têm ampliado as possibilidades de controle do glaucoma e reduzido os riscos de perda visual. Atualmente, o tratamento é realizado principalmente com colírios antiglaucomatosos, mas alguns pacientes também podem necessitar de procedimentos cirúrgicos ou terapias a laser, como iridotomia, trabeculoplastia seletiva a laser (SLT) e ciclofotocoagulação. Além do tratamento adequado, o acompanhamento oftalmológico contínuo é considerado essencial para monitorar a evolução do quadro e ajustar as estratégias terapêuticas de acordo com cada paciente.
“A consulta oftalmológica, muito além de revisar o grau dos óculos, é fundamental para a avaliação da pressão intraocular, do nervo óptico por meio do exame do fundo de olho, entre outros exames que descartam ou constatam o Glaucoma e várias outras doenças. Afinal, é importante lembrar que o Glaucoma pode levar à cegueira quando não tratado precocemente”, conclui a oftalmologista do Hospital Santa Teresa, Dra. Mônica Araújo.


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