Com a alta temporada de
inverno se aproximando e o aumento esperado no fluxo de turistas rumo à serra,
o acompanhamento das obras previstas para a subida da BR-040 entrou
definitivamente no radar do setor produtivo de Petrópolis. Em reunião realizada
pelo Ministério Público Federal (MPF) com a concessionária Elovias, Agência
Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), pesquisadores da Coppe/UFRJ e
representantes da sociedade civil, o Movimento Empresarial Petrópolis 2030
destacou a preocupação com os impactos das intervenções na mobilidade da cidade
justamente no período de maior movimento turístico e econômico do ano.
O encontro, sexta (22),
realizado na Procuradoria da República em Petrópolis, teve como foco principal
a apresentação do plano de ação da concessionária para recuperação da pista de
subida da Serra de Petrópolis, considerada atualmente um dos pontos mais
críticos da rodovia. Durante a reunião, a Elovias informou que existem 1.412
placas danificadas ou deterioradas na estrada e que, nos seis primeiros meses
da nova concessão, 124 foram recuperadas.
A concessionária também
apresentou o cronograma operacional para a substituição das placas danificadas.
Segundo a empresa, os trabalhos ocorrerão de segunda a quinta-feira, das 7h às
16h, com interdição parcial da pista em trechos retos. Já nos pontos em curva,
onde o serviço exige maior complexidade, as intervenções acontecerão entre
meia-noite e 4h da manhã, também de segunda a quinta-feira, com previsão de
interdição total da estrada nesses períodos.
Para o Movimento Empresarial
Petrópolis 2030, o cumprimento rigoroso dos horários anunciados será
fundamental para evitar impactos ainda maiores na mobilidade urbana e no
turismo da cidade durante o inverno.
“O momento exige extrema
atenção na execução e principalmente na comunicação com os usuários. Petrópolis
já enfrenta um cenário delicado de mobilidade, especialmente em Itaipava, com a
interdição da ponte do Arranha-Céu até novembro. Temos poucas alternativas de
ligação entre a BR-040 e a União e Indústria e elas não possuem estrutura
suficiente para absorver um aumento significativo de fluxo”, afirmou Cláudio
Mohammad.
O grupo empresarial também
reforçou a necessidade de transparência e fiscalização contínua sobre o
andamento das obras. Durante a reunião, o Movimento Petrópolis 2030 propôs que
a Elovias encaminhe relatórios mensais ao MPF detalhando a evolução das
melhorias previstas na concessão. A proposta foi aceita pelo órgão que
oficializará Elovias.
“O papel do MPF tem sido
fundamental nesse processo. Existe uma cobrança contínua, técnica e objetiva
para que a concessão avance de maneira eficiente e traga resultados concretos
para os usuários da rodovia. A definição de metas, prazos e mecanismos de
fiscalização fortalece esse acompanhamento”, destacou Cláudio Mohammad.
Outro ponto abordado foi o
atraso nas obras previstas para a pista de descida da serra. A meta inicial de
recuperação das placas de concreto não foi cumprida dentro do prazo
inicialmente previsto pela concessionária como apontou o MPF. Segundo a
Elovias, a expectativa agora é concluir os serviços até novembro.
A reunião contou ainda com a
participação de especialistas da Coppe/UFRJ – professores especialistas do
setor de pavimentação Thiago Aragão, Marcos Antonio Fritzen e Ricardo Schroder
Teixeira - convidados pelo MPF para contribuir tecnicamente com as discussões
sobre as soluções mais adequadas para o pavimento da serra. Pela
sociedade civil estiveram presentes entidades como a NovAmosanta. Pela Elovias,
Douglas Meneghetti, engenheiro civil, esteve presente, assim como Carlos
Frederico Freire Peixoto, coordenador Regional de Fiscalizacão de
Infraestrutura da ANTT no Estado do Rio.


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