O primeiro dia útil após a
interdição total da Ponte do Arranha-Céu, em Itaipava, teve trânsito
considerado administrável em parte dos acessos ao distrito, mas já acendeu
alertas para pontos específicos que devem exigir monitoramento e ajustes ao
longo das próximas semanas. A avaliação é da Unidos por Itaipava (Unita), que
acompanhou a operação nesta segunda-feira (11) por meio de relatos de
moradores, empresários e motoristas que circularam pela região.
Apesar do receio de
congestionamentos generalizados após o fechamento da ponte para obras da
concessionária Elovias, os principais acessos alternativos registraram fluxo
considerado dentro da normalidade durante boa parte do dia, especialmente no
período da manhã. Porém, a grande preocupação é em relação a dias em que o
fluxo de turistas aumenta consideravelmente.
Nestas segunda, motoristas
relataram trânsito fluindo nos acessos por Bonsucesso e Catobira, além de
deslocamentos rápidos em alguns trechos da Estrada União e Indústria. Houve, no
entanto, retenções importantes em horários específicos, principalmente durante
a saída escolar. Segundo relatos recebidos pela entidade, motoristas chegaram a
levar cerca de uma hora no trajeto entre Bonsucesso e a Estrada das Arcas em
vários momentos.
Para o presidente da Unita,
Alexandre Plantz, o primeiro dia mostrou um cenário mais organizado do que o
inicialmente esperado, mas ainda distante de uma avaliação definitiva sobre a
eficiência da operação. Pontos que merecem a atenção são a falta de sinalização
de orientação a respeito dos balizadores, por exemplo, e a presença constante
de agentes e não apenas em momentos esporádicos.
“O que vimos hoje foi um
comportamento melhor do que existia o receio inicial, especialmente porque
havia uma preocupação muito grande de colapso logo no primeiro dia. Isso mostra
que o planejamento antecipado e a divulgação das mudanças ajudaram. Mas ainda é
cedo para dizer que a operação está consolidada”, afirma.
A entidade destaca que esta
segunda-feira ainda teve um fluxo reduzido em comparação aos dias de maior
movimento em Itaipava, tradicionalmente concentrados entre quinta-feira e
domingo, quando o distrito recebe grande número de turistas e visitantes. “Esse
primeiro teste aconteceu num dia útil comum. O verdadeiro desafio será observar
como o sistema vai reagir nos fins de semana e no período de inverno, quando
Itaipava recebe um volume muito maior de veículos”, observa o secretário da
Unita, Fabrício Santos.
Outro ponto levantado pela
entidade foi a percepção de ausência de agentes de trânsito em parte dos
trajetos monitorados ao longo do dia. Segundo a Unita, o acompanhamento
operacional será fundamental principalmente nos horários de pico. “A presença
dos agentes ajuda não apenas na orientação, mas também na capacidade de
resposta rápida diante de retenções e conflitos no trânsito. É importante que
exista monitoramento constante nesse período inicial de adaptação”, destaca
Fabrício.
A entidade também avalia que
muitos motoristas ainda estão em processo de adaptação às novas rotas, o que
pode contribuir para uma acomodação gradual do fluxo nos próximos dias. A Unita
reforça que continuará acompanhando a operação durante as obras da Ponte do
Arranha-Céu e mantendo diálogo com a concessionária, CPTrans e Prefeitura para
sugerir ajustes sempre que necessário. “A obra é de fundamental importância
para a região. Agora, o foco precisa ser garantir que a mobilidade funcione da
melhor forma possível durante esses meses de intervenção”, conclui Plantz.


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