Pré-candidato ao governo do Estado, Eduardo Paes (PSD) recebeu da UNITA (Unidos por Itaipava) um documento com reivindicações para o distrito. A agenda estruturante para mobilidade e desenvolvimento de Itaipava foi entregue ao ex-prefeito do Rio pelo presidente da entidade, Alexandre Plantz, em encontro com empresários e lideranças políticas em Pedro do Rio, na manhã desta terça-feira (19), com a presença dos deputados Serginho Fernandes (estadual) e Laura Carneiro (federal).


O documento reúne uma série de propostas consideradas prioritárias para garantir o desenvolvimento sustentável de Itaipava e será entregue pela Unita a todos os candidatos que estiverem em Petrópolis apresentando propostas de mandato para o Estado e para o Legislativo. A ideia, segundo a entidade, é transformar as demandas do distrito em pauta permanente do debate político e institucional nos próximos meses.


Reconhecida como um dos principais polos turísticos e econômicos da Região Serrana, Itaipava responde atualmente por cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) de Petrópolis e recebe mais de 500 mil visitantes por ano. Apesar da relevância econômica, a Unita avalia que o crescimento urbano, turístico e imobiliário da região não foi acompanhado por investimentos estruturantes em mobilidade, infraestrutura e segurança pública.


Entre os principais pontos apresentados ao pré-candidato estão a reestruturação do Trevo de Bonsucesso, considerado hoje um dos maiores gargalos viários do distrito; a construção de uma nova ponte ligando Itaipava a Bonsucesso e a duplicação da atual ponte da localidade. O documento também defende intervenções na rotatória do Bramil, novas conexões com a BR-040 e a duplicação da Rua Agante Moço e conexão a Bonsucesso.


Segundo a entidade, muitas das reivindicações já possuem estudos técnicos desenvolvidos, incluindo levantamento realizado pela COPPE/UFRJ contratado pela Prefeitura de Petrópolis em 2024 ao custo de R$ 875 mil. O estudo confirmou intervenções defendidas há anos por empresários e especialistas da região, mas, até o momento, as obras seguem sem cronograma definido de execução. Engenheiros e arquitetos filiados à Unita também se debruçaram na confecção de projetos que podem ser abraçados pelo poder público.


“O que estamos apresentando não é um documento político-partidário. É uma agenda técnica construída a partir da realidade vivida diariamente por moradores, empresários, trabalhadores e turistas que enfrentam congestionamentos, dificuldades de acesso e limitações de infraestrutura em Itaipava”, afirmou Alexandre Plantz.


“Assim como todos os cariocas, tenho amor a Petrópolis. Me considero praticamente um ‘local’. E como frequentador, sei bem sobre a questão do trânsito e a importância da mobilidade para este distrito”, assinalou Eduardo Paes ao receber o documento.


O presidente da Unita destacou ainda que o objetivo da entidade é estabelecer um canal permanente de diálogo com todos os candidatos ligados às eleições do próximo ano. “Itaipava tem hoje uma importância econômica estratégica para Petrópolis e para o próprio Estado do Rio. O distrito cresceu, atrai investimentos, movimenta o turismo e gera empregos, mas ficou para trás em infraestrutura. A Unita entende que esse debate precisa estar presente nos planos de governo e nas prioridades dos futuros mandatos”, disse.


Além das obras estruturantes, o documento também apresenta reivindicações relacionadas à segurança pública e à mobilidade operacional. Entre elas estão o reforço do efetivo policial, ampliação do programa Segurança Presente, implantação de monitoramento por câmeras, criação de um cinturão inteligente de segurança e aumento da presença de agentes de trânsito em períodos de grande fluxo turístico.


A entidade defende ainda maior articulação entre município, Estado e órgãos federais, incluindo DNIT e DER-RJ, para viabilizar projetos considerados essenciais para a competitividade econômica da região. “Estamos falando de intervenções que impactam diretamente o comércio, o turismo, os serviços e a qualidade de vida da população. Itaipava não pode mais esperar décadas por soluções enquanto o fluxo aumenta e os gargalos se agravam ano após ano”, completa Alexandre Plantz.


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