A Comissão de Educação,
Assistência Social e Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Municipal de
Petrópolis, em conjunto com a União Nacional dos Estudantes (UNE),
representantes dos estudantes bolsistas e entidades do movimento estudantil,
firmou nesta segunda-feira (9) um Termo de Compromisso em defesa do Vestibular
Social da Universidade Católica de Petrópolis (UCP) e da continuidade das
bolsas que garantem o acesso ao ensino superior para centenas de jovens da
cidade.
O documento foi construído ao
final da Audiência Pública realizada na Câmara Municipal para debater a crise
enfrentada pelo programa e estabelece compromissos concretos para acompanhar as
negociações, exigir transparência na aplicação dos recursos públicos, defender
a manutenção das bolsas e proteger estudantes que venham sofrendo qualquer tipo
de perseguição ou retaliação por denunciar a situação do Vestibular Social.
Assinaram o termo a vereadora
Profª Lívia (PCdoB), presidenta da Comissão de Educação; o vereador Thiago
Damasceno, vice-presidente da comissão; Daniel Beatriz, representante da UNE,
estudante de Economia da UCP e presidente da União da Juventude Socialista
(UJS); Isabela Zainotte, criadora da petição popular pela retomada do
Vestibular Social; e Beatriz Santos, vice-presidenta regional serrana da União
Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ).
A audiência pública deixou
evidente a importância do Vestibular Social para o desenvolvimento de
Petrópolis e para a democratização do acesso à educação superior. Também expôs
a preocupação de estudantes, professores e entidades diante da ausência de
representantes do governo municipal durante o debate e da falta de
posicionamento da administração do prefeito Hingo Hammes sobre os problemas
apresentados.
Para a vereadora Profª Lívia,
a assinatura do termo representa um compromisso institucional da Câmara e da
sociedade civil com os estudantes.
"O Vestibular Social é
uma das mais importantes políticas públicas de inclusão educacional da história
de Petrópolis. Não estamos falando apenas de bolsas de estudo, mas de
oportunidades, de sonhos e de desenvolvimento para a cidade. A Comissão de
Educação seguirá acompanhando cada passo desse processo para garantir que
nenhum estudante seja prejudicado."
Representando a UNE, Daniel
Beatriz destacou que a mobilização estudantil continuará até que haja uma
solução definitiva para o programa.
"A audiência pública
mostrou duas coisas muito claras: a importância do Vestibular Social para
transformar vidas e desenvolver Petrópolis e a falta de compromisso do governo
municipal diante da situação. Com este Termo de Compromisso, buscamos garantir
segurança aos estudantes que decidiram se posicionar publicamente e afirmar que
a luta pelo acesso e pela permanência no ensino superior seguirá viva,
independentemente de quem esteja no governo. Nós, estudantes e jovens de
Petrópolis, continuaremos mobilizados para defender esse direito e o futuro da
nossa cidade."
Isabela Zainotte, criadora da
petição popular pela retomada do Vestibular Social, destacou a força da
mobilização dos estudantes e da sociedade petropolitana em defesa da
continuidade do programa.
"Quando criei o
abaixo-assinado não tinha ideia de que ele iria alcançar tantas pessoas e
jovens. Foi uma grande surpresa e uma enorme alegria ver essa mobilização
crescer. Na audiência pública, ver tantos jovens unidos e comprometidos em
movimentar ainda mais essa causa tão importante é muito bonito de se ver.
Assinei este Termo de Compromisso com a maior alegria do mundo. Sempre tentarei
fazer o possível para levantar pautas importantes e fico muito feliz por estar
tendo o apoio da UNE nessa luta."
A presidenta nacional da UNE,
Bianca Borges, também manifestou apoio à iniciativa e ressaltou a relevância
nacional da luta travada pelos estudantes petropolitanos.
"Defender o Vestibular
Social é defender o direito à educação. A UNE acompanha essa mobilização porque
entende que nenhum estudante pode pagar o preço por problemas administrativos
ou financeiros. O acesso ao ensino superior deve ser ampliado, e as políticas
de permanência estudantil precisam ser fortalecidas para garantir que os jovens
concluam sua formação."
Além da defesa da manutenção
das bolsas já existentes, os participantes da audiência defenderam a ampliação
das políticas de assistência estudantil no município, entendendo que o acesso à
universidade deve ser acompanhado de medidas que garantam condições de
permanência aos estudantes, especialmente aqueles em situação de
vulnerabilidade social.
O termo firmado estabelece ainda que a Comissão de Educação e as entidades signatárias acompanharão as negociações entre a Prefeitura e as instituições envolvidas, exigirão transparência sobre os repasses públicos e atuarão na apuração de denúncias de abuso, perseguição ou constrangimento contra estudantes que tenham tornado pública a situação do programa.
Ao final do documento, os
signatários reafirmam que nenhum estudante pode ser penalizado por questões
administrativas ou financeiras alheias à sua vontade e que a educação deve ser
tratada como prioridade absoluta, preservando os sonhos e projetos de vida de
centenas de jovens petropolitanos.


Postar um comentário
Gostou da matéria? Deixe seu comentário ou sugestão.