Isabelle Souza, Camila Linhaus e Stephanie Mesquita



Mais do que registrar paisagens, o desafio era capturar aquilo que faz de Petrópolis uma cidade única. O concurso cultural Petropolitano Raiz, promovido pelo curso de Jornalismo da Estácio Petrópolis, premiou nesta quinta-feira (25), os três melhores registros produzidos por alunos da disciplina Introdução à Fotografia, encerrando um projeto que convidou os estudantes a traduzirem, em imagens, o cotidiano, os costumes e as pequenas cenas que revelam a identidade petropolitana.

 

As fotografias foram avaliadas por uma comissão formada por editores de veículos de comunicação da cidade, coordenadores e professores dos cursos de Jornalismo e Publicidade da Estácio, além de funcionários da instituição. O resultado consagrou Isabelle Souza como vencedora do concurso. O segundo lugar ficou com Camila Linhaus, enquanto Stephanie Mesquita conquistou a terceira colocação.


A primeira colocada recebeu uma diária para três pessoas no Hotel Caminhos de Itaipava. O segundo lugar foi premiado com um jantar para duas pessoas no Meat Centro, e a terceira colocada ganhou um café para duas pessoas na Katz Chocolates.


Para a vencedora a experiência foi gratificante. “O mais interessante é que eu não saí de casa pensando em fazer uma fotografia para o concurso. Quando vi aquela cena acontecendo, imediatamente associei ao conceito de 'petropolitano-raiz' e peguei o celular para registrar. Acho que justamente por ter sido um momento espontâneo, a imagem conseguiu representar tão bem essa identidade da cidade. Fiquei muito feliz com o reconhecimento”, afirma Isabelle Souza.


Para a diretora da Estácio Petrópolis, Patrícia Bach, o concurso reforça a conexão da universidade com a realidade local. “A formação deve ser técnica, mas também sensível ao território. A fotografia mostra histórias e fortalece o pertencimento à cidade.”


A coordenadora dos cursos de Jornalismo e Publicidade, Estela Siqueira, destaca o objetivo da proposta. “O ‘Petropolitano-Raiz’ estimulou um olhar além dos cartões-postais, revelando o cotidiano que constrói a identidade de Petrópolis.” 


A professora Natália Gabrich, que ministrou a disciplina, ressalta a diversidade de interpretações. “Cada aluno trouxe um olhar próprio, mostrando que fotografar é observar e transformar o instante em narrativa.”


Criado como uma atividade prática da disciplina, o concurso propôs que os estudantes registrassem flagrantes capazes de representar o chamado "petropolitano raiz": cenas como enfrentar a chuva de guarda-chuva aberto mesmo sob a marquise, usar casaco pesado com chinelo de dedo, apreciar o tradicional ruço ou retratar costumes que fazem parte da rotina da cidade. As imagens deveriam ser inéditas e produzidas sem o uso de inteligência artificial.

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