O acúmulo de lixo nas ruas e
calçadas voltou a preocupar moradores, empresários e comerciantes de Itaipava.
Se antes as reclamações se concentravam principalmente nas vias de acesso aos
bairros, agora o problema já pode ser observado em pontos da Estrada União e
Indústria, corredor principal viário do distrito e cartão de visitas para quem
chega à região. Diante da situação, a Associação Unidos por Itaipava (Unita)
faz um novo apelo ao poder público para que sejam adotadas medidas capazes de
garantir a regularidade e a eficiência da coleta de resíduos. A entidade
destaca que a população dos distritos não pode conviver com um serviço sujeito
a interrupções e instabilidades recorrentes.
O cenário ocorre em meio à
crise financeira que envolve o sistema de limpeza urbana do município.
Recentemente, a Comdep informou à Justiça a existência de mais de R$ 41 milhões
em dívidas com fornecedores ligados à operação de coleta e destinação de
resíduos, situação que evidencia a necessidade de uma solução estrutural para
garantir a continuidade e a qualidade de um serviço considerado essencial para
a população. Para a Unita, independentemente das dificuldades financeiras
enfrentadas pela administração municipal, a prestação dos serviços básicos não
pode ser comprometida, especialmente em um dos principais polos econômicos e
turísticos de Petrópolis.
Para o presidente da Unita, Alexandre Plantz, a situação exige uma resposta rápida e contínua. "Não estamos falando apenas de limpeza urbana. Estamos falando de saúde pública, qualidade de vida, preservação ambiental e respeito à população. Quando o lixo permanece nas ruas por dias, toda a cidade perde. Em Itaipava, que recebe visitantes durante todo o ano, os impactos são ainda mais evidentes", afirma.
Uma coisa ressalta que
Itaipava concentra uma parcela expressiva da atividade econômica de Petrópolis,
reunindo hotéis, pousadas, restaurantes, centros comerciais, condomínios e
serviços que movimentam a economia local e atraem turistas sobretudo de Minas,
Rio e São Paulo.
Segundo o secretário da Unita,
Fabrício Santos, a deficiência na coleta acaba gerando prejuízos que vão muito
além da questão estética. "O lixo acumulado afeta diretamente os negócios,
exclui clientes, compromete a experiência dos visitantes e cria riscos
sanitários. Não é razoável que moradores e empreendedores convivam com essa
insegurança sobre um serviço essencial. A população paga seus impostos e espera
uma prestação adequada", destaca.
A Unita lembra ainda que a
manutenção da limpeza urbana é uma das condições básicas para a preservação da
vocação turística de Itaipava. Num período em que o distrito se prepara para
receber milhares de visitantes durante uma temporada de inverno, uma imagem de
ruas com resíduos acumulados produz um efeito negativo para todo o destino.
"A cidade precisa
transmitir organização, cuidado e eficiência. O turista escolhe onde vai passar
seu tempo livre e seu dinheiro. A primeira impressão conta muito. Por isso, a
regularização da coleta deve ser tratada como prioridade", acrescenta
Alexandre Plantz.


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