Com a previsão de termômetros em queda e noites de frio intenso, mas dias de céu muito azul na Serra Fluminense, Petrópolis deve estender e superar os excelentes resultados de sua alta temporada de inverno. A projeção para este ano é alcançar uma movimentação financeira superior a R$ 200 milhões na economia local até o fim de setembro superando os R$ 180 milhões registrados no mesmo período do ano passado. O otimismo é respaldado pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Petrópolis e pelo Petrópolis Convention & Visitors Bureau (PCVB), com base no forte fluxo turístico do comércio varejista e em um calendário de eventos fortalecido.

 

A Bauernfest, recém-encerrada, colocou no alto as taxas de ocupação hoteleira que ultrapassaram os 90% nos finais de semana, mas o fôlego econômico do município não vai parar com o fim do festival germânico. Para os meses de agosto e setembro, a cidade aposta no fortalecimento de grandes eventos de nicho para manter o comércio e o setor de serviços aquecidos. Entre os principais destaques que prometem arrastar multidões para a cidade estão o Festival de Fondue,  Festival do Chocolate, Serra Wine Week, Bunka-Sai,  o 12º Serra Bugs e a Oktoberfest Itaipava, que se consolida como o maior motor turístico de setembro.

 

Para os dirigentes empresariais locais, a combinação de temperaturas baixas com atrativos bem estruturados cria o cenário perfeito para o consumo. "O frio intenso é um patrimônio de Petrópolis e funciona como um poderoso imã. Quando associamos esse clima serrano a uma agenda de grandes eventos, conseguimos atrair público considerável, o que reflete diretamente no comércio. A nossa expectativa é de que o faturamento do varejo cresça entre 15% e 20% em comparação ao inverno passado", projeta Cláudio Mohammad, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Petrópolis. "O turismo se consolida, cada vez mais, como o principal motor econômico imediato do nosso município", completa.

 

A hotelaria e a gastronomia também estimam operar próximos da capacidade máxima. Se considerados os visitantes que prolongam a estadia e a imensa população flutuante que sobe a serra vinda da capital e de outros estados aos finais de semana, o número de hóspedes formais deve romper a barreira dos 150 mil até setembro, considerando o ritmo intenso de procura a partir de maio com um ‘inverno antecipado”, considerando as temperaturas baixas mais de um mês antes da estação mais fria do ano.

 

O presidente do Petrópolis Convention & Visitors Bureau (PCVB), Fabiano Barros, destaca que a diversificação e a profissionalização do calendário são fundamentais para garantir a sustentabilidade do setor para além dos finais de semana. “A cidade hoje oferece um produto turístico maduro, unindo gastronomia de ponta, segurança e grandes festivais. Nosso grande desafio e meta principal continua sendo reter esse hóspede por mais tempo na cidade, estimulando o turismo no meio de semana. Eventos que começam a criar programações estendidas e hotéis que oferecem pacotes diferenciados ajudam a tornar a ocupação contínua e muito mais vantajosa para toda a cadeia produtiva, desde o produtor local até o grande hoteleiro”, avalia Fabiano Barros.

 

Além dos eventos que ancoram o calendário no Parque de Itaipava e no Centro Histórico, o turismo esportivo e de bem-estar também ganha força no período, com provas de rua e circuitos cervejeiros atraindo atletas e familiares. “Toda essa engrenagem econômica assegura a manutenção de milhares de empregos diretos e indiretos na região, confirmando que a temporada de inverno em Petrópolis deixou de ser apenas um período climático para se transformar em uma robusta estratégia de desenvolvimento econômico”, analisa Fabiano Barros.

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