Após receber uma série de denúncias de pacientes e familiares sobre a alimentação servida no Hospital Alcides Carneiro, o vereador Léo França esteve na unidade no início da manhã deste domingo (5) para fiscalizar a situação e afirma ter encontrado um cenário que classificou como "grave e desumano".

 

De acordo com os relatos recebidos pelo vereador, há pelo menos 15 dias a única proteína oferecida aos pacientes é ovo. Durante a fiscalização, Léo França também encontrou hortifrutis estragados, situação que, segundo ele, evidencia o descaso com a alimentação de pessoas internadas.

 

"Estamos falando de pacientes que lutam pela vida e precisam de uma alimentação adequada para se recuperar. O que encontrei aqui é gravíssimo. Não há justificativa para tamanha omissão com a saúde pública de Petrópolis", afirmou.

 

Diante da situação, o vereador informou que vai cobrar providências imediatas da Prefeitura e acompanhará o caso até que o problema seja solucionado.

 


"Não vou aceitar essa situação. Não vou me calar. Vou cobrar responsabilização e uma solução urgente. A alimentação digna precisa ser garantida aos pacientes do Hospital Alcides Carneiro", declarou.

 

Léo França também está denunciando a proposta da Prefeitura de terceirizar toda a alimentação hospitalar. Para o vereador, a medida causa preocupação porque tanto o Hospital Alcides Carneiro quanto a UPH da Posse já possuem cozinhas em funcionamento, estrutura pública instalada, equipamentos e servidores capacitados.

 

"Uma empresa privada vai assumir uma estrutura pública que já existe, que já funciona e que foi construída com o dinheiro da população. Quem ganha com essa terceirização? Quem está sendo beneficiado? A Prefeitura precisa explicar essa decisão e, antes de tudo, resolver imediatamente a situação da alimentação dos pacientes", disse.

 

Como desdobramento da fiscalização, Léo França está formalizando duas representações aos órgãos competentes para que as denúncias sejam apuradas, as responsabilidades sejam identificadas e as medidas cabíveis sejam adotadas.

 

"O mínimo que se espera é respeito com quem está internado e com os profissionais que trabalham diariamente no hospital. Nosso mandato vai acompanhar esse caso até que a população tenha a resposta e uma solução", concluiu

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