| Alfredo Jaar / Foto: Reprodução Web |
O artista chileno Alfredo
Jaar, que integra a exposição “Mais belo é o rio que corre” com a
obra “The Cloud” (ou “La Nube”), estará no Centro Cultural Sesc Quitandinha, em
Petrópolis, nesta quarta-feira (19), às 12h. Reconhecido internacionalmente por
uma produção que aborda questões sociais, políticas e humanitárias, Jaar visita
a mostra, que propõe uma reflexão sobre os rios, suas forças, fluxos e
confluências.
Com curadoria de Marcelo
Campos e assistência de curadoria de Rodrigo Duarte, “Mais belo é o
rio que corre” reúne mais de 100 obras de mais de 40 artistas, em diferentes
linguagens, propondo uma reflexão sobre os rios não apenas como elementos da
paisagem, mas como territórios de encontro, circulação, memória, resistência e
transformação. A mostra já recebeu mais de 310 mil visitantes em menos de
dois meses e bateu recorde de público no dia da estreia, quando recebeu 16 mil
visitantes em um único dia. A exposição toma a confluência como conceito
central: quando dois rios se encontram, eles podem correr lado a lado por algum
tempo, preservando cores e densidades distintas antes de se combinarem. Mesmo
unidos, não deixam de carregar suas origens. A confluência, nesse sentido, é
entendida como um encontro que amplia, fortalece e transforma, sem apagar
diferenças.
É nesse contexto que se insere
“The Cloud” (ou “La Nube”). Na exposição do Quitandinha, a versão inédita da
obra aproxima a experiência dos rios de outros fluxos e deslocamentos que
marcam o mundo contemporâneo, acrescentando à mostra reflexões sobre os limites
construídos entre territórios e pessoas. Este projeto de Alfredo Jaar foi realizado
em diferentes formatos ao longo de sua trajetória, abordando temas
como migração, fronteiras e crises humanitárias. Uma de suas versões mais
conhecidas foi apresentada em 2000, na fronteira entre México e Estados Unidos,
durante o projeto inSITE2000, quando o artista criou uma enorme nuvem formada
por mil balões brancos sobre a cerca fronteiriça em Tijuana. Outra versão foi
exibida na EVA International, na Irlanda, em diálogo com a crise migratória
europeia.
Artista, fotógrafo, arquiteto
e cineasta, Alfredo Jaar nasceu em Santiago, no Chile, em 1956, e vive e
trabalha em Lisboa. Sua obra foi amplamente exibida em instituições e
exposições internacionais, com participações em quatro edições da Bienal de
Veneza, quatro da Bienal de São Paulo e duas edições da Documenta de Kassel. No
Brasil, realizou uma importante exposição individual no Sesc Pompeia, em São
Paulo, em 2021.
Entre seus reconhecimentos
mais recentes estão a Medalha Edward MacDowell e o 11º Prix Pictet, ambos
recebidos em 2025. Jaar também recebeu o Hiroshima Art Prize, em 2018, e o
Hasselblad Award, em 2020, além de bolsas da Fundação Guggenheim e da Fundação
MacArthur. Sua obra integra coleções de instituições como Museum of Modern Art
(MoMA) e Guggenheim Museum, em Nova York; Tate, em Londres; Centre Pompidou, em
Paris; MASP, em São Paulo; e Museo Reina Sofía, em Madri.
“Mais belo é o rio que corre”
permanece em cartaz no Centro Cultural Sesc Quitandinha até 28 de fevereiro de
2027.
Serviço
Exposição "Mais belo é o rio que corre"Local: Centro Cultural Sesc Quitandinha
(Av. Joaquim Rolla, 2 – Quitandinha, Petrópolis)
Período de visitação: até 28 de fevereiro de 2027
Horário: terça a domingo e feriados, das 10h às 17h
Entrada gratuita


Postar um comentário
Gostou da matéria? Deixe seu comentário ou sugestão.