Produzir conhecimento,
compartilhar descobertas, estimular novas perguntas e aproximar diferentes
públicos do pensamento científico são papéis fundamentais da universidade. É
com essa perspectiva que o Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (UNIFASE) e
a Escola Técnica Irmã Dulce Bastos realizam, de 27 a 29 de outubro, a 32ª
Semana Científica UNIFASE. Em 2026, o principal evento científico da
instituição amplia o diálogo com a sociedade e coloca em evidência o
protagonismo feminino na ciência.
“Nesta edição, queremos
fortalecer a Semana Científica como um espaço de diálogo entre a universidade e
a sociedade. A ciência não está restrita aos laboratórios ou à academia: ela
está presente nas decisões que tomamos, nas políticas públicas, na saúde, na
educação, na tecnologia e nos desafios cotidianos da nossa comunidade. Queremos
que as pessoas saiam da Semana Científica não apenas conhecendo novas
pesquisas, mas compreendendo melhor como a ciência é produzida, como ela pode
transformar a realidade e qual é o seu papel na construção de uma sociedade
mais saudável e sustentável”, ressalta a Dra. Natália Oliveira, professora
adjunta dos cursos de Nutrição e Medicina da UNIFASE.
Alinhada à proposta da Semana
Nacional de Ciência e Tecnologia, a edição de 2026 terá como tema “Ciência
Delas”, colocando em evidência a participação e o protagonismo das mulheres na
produção, na difusão e na história do conhecimento científico. De acordo com a
professora e coordenadora de Pesquisa da UNIFASE, Esther Takamori, discutir
essa participação continua sendo necessário: embora a presença feminina na
produção do conhecimento seja cada vez mais expressiva, ainda existem
assimetrias.
“Com a escolha do tema
‘Ciência Delas’, nosso objetivo é aproximar essa discussão da realidade dos
nossos estudantes e do público da Semana Científica. Queremos evidenciar
mulheres reais — suas trajetórias, os desafios que superaram, suas escolhas e
contribuições efetivas. A proposta é instigar uma reflexão crítica sobre quem
ocupa os espaços de produção de conhecimento e reforçar a premissa de que uma
ciência de excelência deve ser diversa, inclusiva e permeável a múltiplas
perspectivas e vivências”, destaca Esther.
Dar visibilidade a essas
trajetórias também pode contribuir para que meninas e jovens mulheres se
reconheçam como parte dos espaços de produção científica. O contato com
pesquisadoras, suas experiências e contribuições amplia referências e ajuda a
fortalecer o sentimento de pertencimento entre aquelas que ainda estão
construindo seus caminhos acadêmicos e profissionais.
“O impacto dessa vivência é
especialmente relevante para as meninas e jovens mulheres. Ao escutarem as
histórias dessas pesquisadoras, elas constatam a presença feminina ativa nos
espaços de liderança intelectual. Isso fortalece a identificação e o senso de
pertencimento, atuando como o fator decisivo que transforma a percepção
limitante de ‘isso não é para mim’ na convicção de que ‘eu também posso fazer
parte disso’. Nutrir essas referências é essencial para que as novas gerações
se reconheçam como potenciais protagonistas”, afirma Esther.
Ciência mais próxima de diferentes públicos
Saúde, meio ambiente,
tecnologia, sustentabilidade e inovação são alguns dos campos que atravessam a
produção científica e impactam diretamente a vida das pessoas. Ao criar
oportunidades para que diferentes públicos conheçam pesquisas, compartilhem
experiências e conversem com quem produz conhecimento, a universidade também
contribui para fortalecer uma cultura de valorização da ciência.
Essa aproximação pode começar
antes mesmo do ingresso no ensino superior. A Semana Científica também busca
despertar o interesse de estudantes do Ensino Médio e mostrar que a
investigação científica nasce, muitas vezes, da curiosidade e das perguntas
sobre situações que fazem parte da própria realidade.
“Para aproximar os estudantes
do Ensino Médio da ciência, precisamos primeiro mostrar que fazer ciência não é
algo distante. A curiosidade que eles têm sobre o mundo, as perguntas que fazem
e a vontade de compreender e transformar a realidade são justamente o ponto de
partida da investigação científica. Por isso, queremos proporcionar uma
experiência em que eles possam conhecer os trabalhos produzidos pela
universidade e perceber que também podem ocupar esses espaços no futuro”,
explica a professora Natália.
Mais do que apresentar
pesquisas, a Semana Científica se consolida como um espaço de divulgação
científica e intercâmbio de conhecimentos, reunindo estudantes, professores,
pesquisadores, profissionais, técnicos, egressos e integrantes da comunidade
externa.
A aproximação com a ciência
também contribui para desenvolver competências que ultrapassam a atuação
acadêmica. Buscar informações confiáveis, analisar evidências, formular
perguntas e tomar decisões fundamentadas são habilidades importantes para
diferentes áreas profissionais e para a própria vida em sociedade.
“Faz-se importante ressaltar
que a aproximação com o método científico não impõe, obrigatoriamente, a
escolha pela carreira de pesquisador. A ciência nos ajuda a buscar informações
confiáveis, analisar evidências com rigor, formular boas perguntas e tomar
decisões fundamentadas. Independentemente da área de atuação escolhida, esse
raciocínio crítico será sempre um grande diferencial. O propósito da Semana
Científica é, em essência, democratizar o acesso ao conhecimento, multiplicar
referências e demonstrar que o pensamento científico é um pilar indispensável
para a formação de todos”, completa Esther.
Inscrições e submissão de trabalhos
A programação da 32ª Semana
Científica UNIFASE contará com palestras, debates e atividades que serão
divulgadas em breve. O evento também terá a Mostra de Trabalhos Científicos,
Práticas e Relatos de Experiências, abrindo espaço para apresentação e
compartilhamento da produção desenvolvida por estudantes, professores,
pesquisadores e profissionais.
As submissões para a Mostra devem ser realizadas até o dia 6 de setembro, pela plataforma do evento, clicando neste link.


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