Documento pede apuração dos fatos
O Conselho Municipal de Cultura de Petrópolis (CMC) e o Fórum Popular de Cultura de Petrópolis divulgaram uma Carta de Repúdio em apoio às ex-integrantes das Meninas Cantoras de Petrópolis e em manifestação contra as denúncias de assédio sexual e moral atribuídas ao maestro Marco Aurélio Xavier. O documento, datado de 16 de agosto de 2026, foi encaminhado após decisão tomada na última reunião do Conselho Municipal de Cultura.
As denúncias vieram a público em junho, a partir da reportagem “Um grito preso na garganta – As memórias dolorosas das Meninas Cantoras de Petrópolis”, da jornalista Cristina Fibe, publicada pela revista piauí. A reportagem reuniu relatos de ex-integrantes do coral sobre episódios de assédio moral e sexual atribuídos ao maestro durante o período em que fizeram parte do grupo.
Carta manifesta apoio às ex-integrantes
Na manifestação, o CMC e o Fórum Popular de Cultura afirmam solidariedade às mulheres que apresentaram os relatos e repudiam toda forma de violência contra as mulheres, assédio sexual, misoginia, discriminação e apologia ao nazismo.
A carta também destaca a necessidade de uma apuração rigorosa e célere dos fatos pelas autoridades competentes, para que as denúncias sejam devidamente investigadas.
Vídeo nas redes sociais
A repercussão do caso ganhou outro capítulo após Marco Aurélio Xavier publicar nas redes sociais um vídeo em resposta às denúncias. Na gravação, posteriormente retirada do ar, o maestro ironizou as acusações apresentadas na reportagem da piauí e fez referências ao nazismo. O episódio também passou a ser objeto de apuração pelas autoridades.
Na carta, as entidades culturais manifestam repúdio às declarações e classificam como grave qualquer manifestação que banalize ou faça apologia ao nazismo.
Defesa da proteção às mulheres
O documento também reforça a necessidade de ampliar os mecanismos de proteção às mulheres e defende a implantação de uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) em Petrópolis.
Ao final, o Conselho Municipal de Cultura e o Fórum Popular de Cultura afirmam que a cultura deve ser um espaço de liberdade, respeito, democracia, diversidade, proteção e transformação social.
A carta conclui incentivando mulheres que tenham vivenciado situações de violência ou assédio a romper o silêncio, buscar acolhimento e recorrer aos caminhos institucionais para que seus relatos sejam ouvidos e os fatos, apurados.
Petrópolis, segundo a manifestação, precisa ouvir, acolher, proteger e fazer justiça.


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