Carros entrando pela contramão da BR-040 para acessar a Estrada União e Indústria, veículos fazendo conversão irregular sobre a faixa de pedestres na altura da Granja Brasil, motos estacionadas em locais proibidos em várias áreas, automóveis ocupando calçadas e operações de carga e descarga em pontos inadequados.
Cenas registradas nos últimos dias e amplamente compartilhadas nas redes sociais evidenciam a falta de fiscalização no trânsito de Itaipava, problema que se torna ainda mais grave nos fins de semana da alta temporada, quando o distrito recebe um volume de veículos muito superior ao da população fixa. Diante desse cenário, a Unidos por Itaipava (UNITA), cuja principal pauta é a mobilidade urbana, volta a cobrar medidas efetivas para organizar o tráfego e garantir mais segurança a motoristas e pedestres.
Para a entidade, nem mesmo o modelo de fiscalização adotado no Centro Histórico seria suficiente se fosse simplesmente reproduzido nos distritos considerando também déficit de operações contínuas e maior efetivo. Mas, a sensação de abandono em Itaipava é ainda mais evidente.
Segundo a UNITA, a ausência de fiscalização permanente acaba estimulando infrações que comprometem tanto a fluidez do trânsito quanto a segurança de quem circula pela região. O problema se concentra especialmente nos principais corredores viários, onde manobras irregulares passaram a fazer parte da rotina sem que haja uma presença ostensiva dos agentes de trânsito.
O presidente da entidade, Alexandre Plantz, afirma que o distrito convive com um crescimento constante da circulação de veículos, mas sem que a estrutura de fiscalização acompanhe essa realidade. "Não estamos falando de situações isoladas. São infrações que acontecem diariamente e que se repetem porque falta fiscalização. Quem desrespeita as regras percebe que dificilmente será autuado, e isso acaba incentivando novas irregularidades", afirma.
Plantz lembra que, nos fins de semana e durante eventos, Itaipava multiplica sua circulação de veículos em razão do turismo, tornando indispensável um planejamento específico para o distrito. A entidade destaca que a fiscalização deve ser acompanhada de ações de engenharia de tráfego e de ordenamento urbano, mas considera indispensável ampliar a presença dos agentes nas vias mais movimentadas. Entre os pontos que merecem atenção estão os acessos à BR-040, os retornos da Estrada União e Indústria, Trevo de Bonsucesso e áreas comerciais e locais com grande circulação de pedestres.
A UNITA reforça que a mobilidade urbana permanece como uma das prioridades da entidade desde sua criação e lembra que o tema já integra os documentos entregues aos poderes públicos com propostas para melhorar a infraestrutura e a segurança viária do distrito. "Nosso objetivo não é punir motoristas, mas garantir organização e preservar vidas. Um trânsito sem fiscalização acaba colocando todos em risco, desde quem dirige até quem simplesmente tenta atravessar uma rua", aponta Fabrício Santos, secretário da entidade.


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