| CDDH - Rua Monsenhor Bacelar nº400, Centro - Petrópolis / Divulgação |
O Centro de Defesa dos
Direitos Humanos de Petrópolis (CDDH) recebe, no dia 22 de setembro, às 18h30,
a primeira edição do Cineganja, iniciativa da Associação Planta Mãe que utiliza
o audiovisual como ponto de partida para ampliar o debate sobre Cannabis medicinal,
saúde, direitos e acesso ao tratamento. A sessão será gratuita e aberta ao
público, com a exibição do documentário “O Preço da Cura”, de Mônica Barcelos,
seguida de uma roda de conversa com as debatedoras: Illa Proença, Karina Araújo
e Luísa Ázara.
A atividade será realizada a
partir da articulação entre a Associação Planta Mãe e a equipe do CDDH. A
iniciativa chega à instituição como parte do trabalho desenvolvido pela
associação para ampliar, em Petrópolis, ações de educação, informação, conscientização
e diálogo com a sociedade sobre a Cannabis medicinal e as questões que
atravessam o acesso ao tratamento.
Para Illa Proença, presidente
e diretora executiva da Associação Planta Mãe e engenheira florestal formada
pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), a escolha das
palavras também faz parte da forma como o tema é apresentado ao público.
“Prefiro me referenciar, na verdade, como maconha, é o termo popular que as
pessoas conhecem, a partir dessa perspectiva, nossa associação busca aproximar
a discussão da realidade das pessoas, enfrentando a desinformação e os
preconceitos que ainda cercam a planta e seu uso medicinal.”.
É nesse contexto que nasce o
Cineganja, iniciativa que pretende utilizar filmes e documentários como ponto
de partida para sessões periódicas seguidas de rodas de conversa. A ideia é
criar espaços de troca de experiências, reflexão e diálogo sobre a Cannabis e
os diferentes temas relacionados ao seu uso, incluindo saúde, direitos,
políticas públicas e as histórias de pacientes e familiares que buscam acesso
ao tratamento.
A primeira edição terá como
destaque “O Preço da Cura”, documentário que acompanha a luta de uma família
brasileira pelo direito de tratar a filha com Cannabis medicinal. A produção
apresenta uma história real de busca por tratamento e evidencia os desafios
enfrentados por famílias diante das barreiras legais, do preconceito e da falta
de informação que ainda podem atravessar o acesso a alternativas terapêuticas.
O filme parte da realidade de
uma família que precisa buscar caminhos para garantir à filha um tratamento com
Cannabis medicinal. Ao acompanhar essa trajetória, a produção coloca em
discussão o direito à saúde e as dificuldades encontradas por pacientes e
familiares quando uma alternativa terapêutica ainda é cercada por estigmas e
restrições. A obra também aproxima o debate das experiências cotidianas de quem
precisa conciliar a busca por cuidado com os obstáculos impostos pelo acesso ao
tratamento.
Com estreia em 26 de abril de
2025, na Nave Coletiva, em São Paulo, o documentário tem direção executiva de
Mônica Barcelos e Paulo Vinícius Carmo. A produção utiliza a história da
família como ponto de partida para discutir o acesso à Cannabis medicinal e as
implicações sociais, legais e humanas que envolvem a busca por tratamento.
Após a exibição, o público
poderá participar de um debate com Illa Proença, Karina Araujo e Luisa Ázara,
integrantes da Associação Planta Mãe, seguido de uma roda de conversa aberta. O
momento pretende ampliar as questões apresentadas pelo documentário e promover
a troca de experiências e informações sobre Cannabis medicinal, acesso à saúde
e direitos.
A primeira edição do Cineganja
também terá uma ação solidária. A Associação Planta Mãe receberá doações de
roupas de frio, que serão destinadas ao CDDH. A iniciativa integra a proposta
da associação de incorporar ações solidárias às atividades que realiza.
A programação contará ainda
com uma exposição de livros da Biblioteca da Roda Cultural, iniciativa que
incentiva e dissemina a leitura em Petrópolis desde 2012. Nesta edição, a
exposição terá, majoritariamente, livros relacionados às questões medicinais da
Cannabis, aproximando o acesso à leitura dos temas discutidos durante o
cine-debate.
| Illa Proença - Presidente da Associação Terra Mãe |
Associação Planta Mãe
A Associação Planta Mãe é uma
organização sem fins lucrativos, fundada e conduzida por mulheres, que atua na
promoção do direito à saúde, à dignidade e à autonomia de pessoas que utilizam
Cannabis medicinal no Brasil. A entidade nasceu a partir da experiência de mulheres
que tiveram suas vidas e famílias impactadas pela Cannabis medicinal e
conheceram de perto os desafios relacionados à busca por tratamento, ao acesso
à informação e ao enfrentamento dos preconceitos que ainda cercam a planta.
A associação atua por meio de
ações educativas, assistenciais, institucionais e de incidência política,
oferecendo acolhimento, informação qualificada e apoio médico e jurídico a
pacientes e familiares. Seu trabalho também busca enfrentar desigualdades de
acesso a tratamentos terapêuticos e fortalecer a autonomia de mulheres
cuidadoras e pacientes.
Além do acolhimento e da
ampliação do acesso à Cannabis medicinal, a Planta Mãe desenvolve ações de
educação, formação, articulação em rede e defesa de direitos humanos. Entre as
iniciativas já realizadas estão a produção de um e-book e a realização de um
minicurso sobre cultivo básico de Cannabis, voltados à informação e à redução
de riscos, além do evento “Cannabis Medicinal e a Infância Atípica”,
direcionado a profissionais da saúde e dedicado à discussão sobre o cuidado
multiprofissional de crianças neurodivergentes.
A Associação também vem
ampliando sua rede de cuidado por meio de parcerias com profissionais e
instituições da cidade, incluindo médicas prescritoras, psicopedagoga, advogada,
engenheira florestal e a Clínica Estima, que oferece atendimento
multidisciplinar em condições diferenciadas para associados. A Planta Mãe
mantém ainda uma frente de atendimento social, que atualmente possibilita a um
paciente em situação de vulnerabilidade acesso gratuito à consulta médica,
vínculo associativo e medicamento.
Outra frente de atuação é a
participação em espaços de articulação social e política no município, buscando
aproximação com instituições como o CDDH e instâncias relacionadas às políticas
sobre drogas, além de acompanhar e contribuir para as discussões sobre a
regulamentação da política municipal de acesso gratuito à Cannabis medicinal em
Petrópolis.
Para mais informações sobre o
Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis (CDDH), o público pode
entrar em contato pelo telefone (24) 2242-2462 ou pelo e-mail
cddh@cddh.org.com. O CDDH funciona de segunda a quinta-feira, das 10h às 12h e
das 14h às 17h, na Rua Monsenhor Bacelar, 400, Centro, Petrópolis. As
atividades e informações também podem ser acompanhadas pelo Instagram
@cddh_petropolis.

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