A redução da frota da Turp, que começou a valer nesta quinta-feira (17), terá reflexos diretos sobre os deslocamentos nos distritos de Petrópolis, alerta a UNITA – Unidos por Itaipava. Das 15 linhas que serão temporariamente suspensas ou absorvidas durante os dias úteis, quatro atendem diretamente localidades da região: 670 (Araras Executivo), 672 (Águas Lindas Executivo), 719 (Jardim Americano) e 70 (Posse Gaby Executivo). Para a entidade, a intervenção não pode se limitar à gestão da frota disponível: é preciso garantir a recomposição dos veículos retirados e a retomada da operação normal das linhas, evitando que a população seja penalizada pela crise do sistema.


Em Águas Lindas, por exemplo, o itinerário da linha 608, que também foi retirada da operação, será incorporado à 603, entre Terminal Corrêas e Águas Lindas. A medida concentra passageiros em uma mesma operação, enquanto outras linhas dos distritos também passam por readequações de horários.


Para a UNITA, o problema não está apenas na suspensão de linhas, mas na consequência de concentrar passageiros em uma frota menor. A entidade lembra que os distritos dependem de uma rede integrada de linhas locais e em sincronia com a ligação com o Centro, utilizada diariamente por trabalhadores, estudantes e moradores que precisam cumprir diferentes etapas de seus deslocamentos.


“Itaipava e os demais distritos não podem ser analisados apenas pela frequência de uma ou outra linha principal. Existe uma rede de deslocamentos internos que precisa funcionar. Quando uma linha é retirada, a demanda não desaparece: ela é transferida para outra linha, que passa a transportar mais pessoas”, afirma Alexandre Plantz, presidente da UNITA.


As chamadas linhas troncais como a 700, principal ligação entre o Terminal Itaipava e a 711, entre Itaipava e Posse, já sofrerem com superlotação em horários de pico. Com a redução das linhas alimentadores é esperado também sobrecarga em horários específicos nas troncais.


“O transporte dos distritos precisa ser pensado como uma rede. Não adianta manter uma linha principal funcionando bem se o morador não consegue chegar até ela ou perde uma opção de deslocamento porque a linha do seu bairro foi retirada. Isso aumenta o tempo de viagem, prejudica quem trabalha e reduz a qualidade de vida de quem depende do transporte coletivo”, acrescenta o secretário da Unita, Fabricio dos Santos.

 

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