Uma chuva forte, mesmo sem longa duração, voltou a provocar alagamentos em diferentes pontos de Itaipava, nesta quinta-feira (1º), expondo mais uma vez as dificuldades de escoamento da água pluvial no distrito. Entre os locais afetados estão a reta da Estrada União e Indústria, nas proximidades Colégio Alaor, a área em frente ao terminal de ônibus e a entrada de Benfica. Diante da recorrência do problema, a UNITA – Unidos por Itaipava reforça a necessidade de um programa de drenagem urbana que contemple não apenas a principal via do distrito, mas também as ruas secundárias que contribuem para o acúmulo de água.


A preocupação vai além dos transtornos provocados pelo alagamento em si. Quando a água toma as pistas e os acessos, moradores enfrentam dificuldades para circular, estudantes podem encontrar obstáculos no trajeto entre a escola e suas casas, passageiros têm problemas para chegar aos pontos e ao terminal de ônibus e motoristas ficam retidos no trânsito. Os reflexos também alcançam o comércio, os serviços e outras atividades econômicas que dependem da circulação de pessoas e veículos.


Para o presidente da UNITA, Alexandre Plantz, a repetição desses episódios demonstra a urgência de uma resposta planejada do poder público, especialmente diante da proximidade do verão. “Estamos em setembro e já temos uma prévia dos problemas que podem se agravar nos próximos meses. Não podemos esperar que as chuvas se intensifiquem para começar a buscar soluções. É preciso identificar os pontos críticos, entender por onde a água chega e criar condições para que ela tenha escoamento adequado”, afirma.


A entidade destaca que parte do volume de água que chega à União e Indústria vem de ruas laterais e áreas situadas em cotas mais elevadas. Sem uma estrutura de drenagem compatível com esse fluxo, a água desce pelas vias secundárias e encontra dificuldades para escoar, contribuindo para os alagamentos nos trechos mais baixos. Por isso, a proposta é que o município realize um diagnóstico da microdrenagem e estabeleça um programa integrado de intervenções, considerando o percurso da água desde sua origem até os pontos de acúmulo.


“Não adianta olhar somente para onde a água aparece. Se o problema começa algumas ruas acima, a solução também precisa começar ali. Precisamos de um planejamento que considere o conjunto das vias, a capacidade de escoamento e as necessidades de uma região que cresceu e tem um papel importante na mobilidade e na economia de Petrópolis”, ressalta Plantz.


A preocupação aumenta porque os alagamentos não são o único desafio em períodos de instabilidade climática. Quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia e dificuldades de circulação podem ampliar os prejuízos para quem vive, trabalha ou mantém um negócio em Itaipava. A combinação desses fatores compromete deslocamentos, rotinas de trabalho e o funcionamento de estabelecimentos, além de afetar a qualidade de vida da população.


“A UNITA defende que o planejamento preventivo seja iniciado antes da chegada do período de chuvas mais intensas, com levantamento dos pontos críticos, definição de prioridades e execução das intervenções necessárias”, aponta o presidente da entidade.


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