Até 29 de outubro, o Centro
Universitário Arthur Sá Earp Neto (UNIFASE) e a Escola Técnica Irmã Dulce
Bastos realizam a 32ª Semana Científica, que, neste ano, em consonância
com a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, tem como tema "Ciência
Delas", destacando o protagonismo feminino na produção e difusão
do conhecimento científico.
"O protagonismo feminino
vem se revelando em todos os aspectos da nossa vida social, e na Ciência não é
diferente. Temos diversas representantes mulheres num espaço que tradicionalmente
não era ocupado por elas, com algumas exceções, mas que cada vez mais vem sendo
um local onde elas podem desenvolver suas potencialidades e se dedicar à
pesquisa. Por isso é tão importante que, em nossa instituição, a gente também
promova esse reconhecimento para nossas professoras, estudantes e
pesquisadoras", analisa Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves, reitora
da UNIFASE.
Para Esther Takamori,
coordenadora de Pesquisa da UNIFASE, o tema deste ano está alinhado à realidade
da instituição, cujo quadro de colaboradores é composto por cerca de 60% de
mulheres, muitas delas ocupando cargos de liderança, como a própria reitora
Maria Isabel, homenageada na mesa de abertura do evento. "Sua
trajetória está profundamente ligada à história da UNIFASE. Desde o início de
sua atuação profissional, ela assumiu responsabilidades importantes na gestão e
liderança, em um contexto em que espaços de decisão eram predominantemente
ocupados por homens. Ao longo dos anos, teve papel decisivo no crescimento e transformação
da instituição. Nesse processo, uma característica sempre se destacou que é a
capacidade de olhar para além do que já existe e perceber o que ainda pode ser
construído, sempre de maneira analítica e muito cuidadosa", pontua.
Também na abertura do evento,
o professor Ricardo Tesch, pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UNIFASE,
destacou a relevância da Semana no fortalecimento da pesquisa, inovação e
compromisso com os desafios da sociedade. "Espero que todos os
problemas encontrados na nossa assistência despertem perguntas, que essas
perguntas se transformem em pesquisa e que o conhecimento produzido encontre
caminhos para gerar inovação aplicável. Não se trata de substituir aquilo que
fazemos bem, mas de descobrir novas possibilidades a partir daquilo que já
construímos. É por isso que essa transformação não depende apenas de
infraestrutura, de laboratórios, equipamentos ou de recursos financeiros, ela
depende, antes de tudo, da nossa disposição de olhar para as coisas de maneira
diferente", conclui.
Após a abertura, foi realizada
a mesa "Mulheres que Transformam: Ciência e Gestão na Saúde", com a
participação da professora associada do Departamento de Virologia do Instituto
de Microbiologia Paulo de Góes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),
Luciana Barros de Arruda, e da médica e secretária municipal de Saúde de
Petrópolis, Clarissa Rippel Bolson Guita. A mediação foi conduzida por Pillar
de Carvalho Gomes da Silva, estudante do 8º período de Medicina da UNIFASE e
integrante da Liga Acadêmica de Clínica Médica.
Consolidada como um espaço de
divulgação científica e intercâmbio de conhecimentos entre a comunidade
acadêmica e a sociedade, neste ano a 32ª Semana Científica teve 1055
inscrições e 253 trabalhos submetidos.
Entre apresentações culturais,
palestras, mesas-redondas e apresentações de trabalhos científicos,
a programação contempla diversas áreas do saber, abrangendo temas que vão
desde os avanços tecnológicos e metodológicos aplicados à saúde, passando
pela indústria dos ultraprocessados, pesquisas clínicas no contexto
odontológico e ortopédico, desafios contemporâneos relacionados à energia
nuclear, processos sociais que atravessam a formação universitária,
mulheres em espaços de decisão, até o cenário antigênero no Brasil.
A programação continua
nesta quarta (28) e quinta-feira (29), podendo ser acessada no site da instituição.
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