Fotos: Diocese de Petrópolis / Rogério Tosta


O Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e a Catedral de São Pedro de Alcântara, em Petrópolis, firmaram uma geminação com o objetivo de fortalecer a cooperação entre os dois monumentos e promover ações conjuntas nas áreas de evangelização, preservação do patrimônio, cultura, pesquisa e turismo religioso.


O termo de parceria foi assinado pelo cardeal Dom Orani João Tempesta, O.Cist., arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro; por Dom Joel Portella Amado, bispo diocesano de Petrópolis; e pelos padres Omar Raposo, reitor do Santuário Cristo Redentor, e Thomas Andrade Gimenez Dias, pároco da Catedral de São Pedro de Alcântara.



A iniciativa reúne dois importantes símbolos da fé católica e do patrimônio histórico, arquitetônico e cultural do estado. A cerimônia ocorreu às vésperas dos 95 anos da inauguração do Cristo Redentor, celebrados em 12 de outubro, e integra as comemorações pelos 80 anos da Diocese de Petrópolis, ao final da missa presidida por Dom Orani, na Catedral de Petrópolis, na noite de quinta-feira, dia 8 de outubro.


A aproximação entre os dois monumentos também é marcada por importantes vínculos históricos. A Princesa Isabel, sepultada na Catedral de São Pedro de Alcântara, teve sua trajetória ligada à idealização de um monumento dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, posteriormente concretizado com a construção do Cristo Redentor.


Outro elo entre os dois espaços é o engenheiro Heitor da Silva Costa, responsável pela conclusão das obras da Catedral de Petrópolis e autor do projeto do Monumento ao Cristo Redentor.


Durante a celebração, Dom Joel Portella Amado destacou que a geminação pretende fortalecer os vínculos religiosos, históricos e culturais entre Petrópolis e o Rio de Janeiro, além de promover iniciativas conjuntas de evangelização, preservação do patrimônio e acolhimento de visitantes.


Para o padre Thomas Andrade Gimenez Dias, a parceria representa mais do que um acordo institucional ou turístico. “Esta geminação não é simplesmente um protocolo institucional ou turístico. É um ato profético”, afirmou. Segundo o pároco, os dois monumentos devem ser reconhecidos como fontes vivas de evangelização.


O padre Omar Raposo classificou a iniciativa como um momento histórico para a Igreja Católica e ressaltou a importância da aproximação entre os santuários, as dioceses e as cidades. “Estamos diante de um momento histórico para a vida da nossa Igreja, para a aproximação estratégica entre os nossos santuários, entre as nossas dioceses e entre as nossas cidades”, declarou.



Entre os primeiros frutos da geminação está a instalação oficial da Pastoral do Turismo na Diocese de Petrópolis. A iniciativa pretende promover o acolhimento de visitantes e incentivar boas práticas no turismo cultural, religioso, sustentável e regenerativo.


A parceria também prevê a troca de experiências entre as equipes responsáveis pelos dois monumentos, especialmente nas áreas de conservação, restauro e valorização do patrimônio histórico e religioso. A expectativa é que a cooperação contribua para ampliar o fluxo de visitantes, divulgar as ações de Petrópolis e fortalecer a integração entre os dois destinos turísticos.


“Essa geminação é includente, não é excludente. Todo mundo está fazendo parte disso”, destacou o padre Omar.


A iniciativa consolida a união entre a serra e o mar por meio da fé, da história e da missão evangelizadora, valorizando a Catedral de São Pedro de Alcântara e o Cristo Redentor como espaços de memória, acolhimento, cultura e encontro com Deus.


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