A formação dos Conselhos
Locais de Saúde segue os princípios de participação e controle social do
Sistema Único de Saúde (SUS). A criação deste conselho foi aprovada
em reunião ordinária do Comsaúde em 25 de agosto, com o objetivo de
fortalecer a participação popular e o diálogo sobre as demandas de Vila Rica.
Esta eleição representa
um longo processo de engajamento e mobilização que envolveu a comunidade e
os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) do território, comprometidos com a
Promoção da Saúde e o fortalecimento da participação popular no SUS. Também é
consequência de um trabalho de fortalecimento territorial que tem o apoio
da equipe do Fórum Itaboraí.
Assistente Social da Fiocruz
Petrópolis, Marina de Jesus, afirma que as ACS têm desempenhado um papel
fundamental, buscando diferentes formas de articulação e aproximação com a
comunidade, mobilizando os moradores, fortalecendo vínculos e incentivando sua
participação nos espaços coletivos. “Esse trabalho tem contado também com o
envolvimento de outros profissionais da equipe técnica da ESF,
incluindo dentista, enfermeira e apoiadora, fortalecendo uma atuação
integrada e comprometida com o território”, destaca.
Os representantes da
comunidade eleitos como titulares são: Suellen Resende, Maria Eduarda de Paula,
Selma do Rosário e Tiago Arruda Ribeiro e como suplentes: Luana Teixeira,
Gabriela Valadares Amorim, Herculano da Conceição, Tatiane Jesus de Oliveira e
Roberto Martins de Souza. Pela gestão municipal, foram indicadas: Roseli Soares
e Priscila Vitoriano. Nos próximos dias, serão indicados mais dois
representantes de outras secretarias municipais, a fim de garantir o caráter
intersetorial do Conselho. Também será elaborado o regimento interno.
Espaço para diálogo e transformação do território
Presidente do Comsaúde, Andréa
Teixeira destacou a importância de ter um Conselho Local na comunidade para
levar as suas demandas aos espaços de decisão. “A gente só muda a realidade a
partir do coletivo”, disse. Para ela, a participação dos moradores é
fundamental para a construção do SUS. “O território precisa falar o que pensa e
o que gostaria que fosse feito”, disse.
Representando a Secretaria de
Saúde, Roseli Soares ressaltou a importância da articulação entre diferentes
setores para a melhoria da comunidade. Norma Pontes, também representando a
gestão municipal, afirmou que a retomada do Conselho Local de Vila Rica
representa uma conquista da mobilização comunitária. “Esse momento é fruto de
muito trabalho e de muita mobilização”, afirmou.
Gerente da Unidade de Saúde da
Família Vila Rica, Priscila Leão, lembrou que a comunidade já conquistou avanços
por meio da mobilização popular como, recentemente, a criação de uma
segunda equipe de saúde. “São ganhos que a gente tem tido e a gente vai ganhar
muito mais”, afirmou.
Outra instituição que também
apoiou a formação do novo conselho foi a Associação de Moradores de Vila Rica.
O presidente, Raimundo Dutra, comentou que há uma história de mobilização da
comunidade, que desponta nesse novo conselho. Morador da região desde 1990,
lembrou as diferentes lutas por melhorias ao longo dos anos e reforçou a importância
da participação. “A comunidade precisa ter pessoas que estejam dispostas a
enfrentar os desafios”, afirmou.
O pastor Roberto Martins,
eleito como suplente do Conselho Local, participou de mobilizações históricas
na região e ressaltou a importância desta eleição. “Precisamos nos unir para
levantar a saúde”, destacou.
Atividades culturais
O encontro do Fórum
Comunitário de Vila Rica foi marcado por atividades culturais. A programação
começou com a leitura de um cordel, feita por Marina de Jesus, como uma
homenagem à comunidade e à trajetória de luta dos moradores pela garantia de
direitos.
Na sequência, crianças e
agentes comunitárias de saúde apresentaram uma peça do Teatro do Oprimido, sob
a orientação e direção do professor Pedro Barroso, do Fórum Itaboraí / Fiocruz
Petrópolis. A peça abordou um problema presente no cotidiano local: o acúmulo
do lixo em diferentes pontos do território, o que acarreta diversos riscos à
saúde, afeta e prejudica os moradores no dia a dia e aumenta os riscos de desastres
ambientais.
A atividade estimulou a
participação do público na discussão de alternativas para questões como o
acúmulo de resíduos, a necessidade de iniciativas estruturadas de reciclagem e
as dificuldades relacionadas à coleta e à disponibilidade de caçambas adequadas.
Entre as soluções imediatas
apontadas foram citadas a necessidade de caçambas maiores, compostagem,
reciclagem, limpeza dos espaços onde há maior concentração de lixo e entulho, e
conscientização dos moradores para o descarte adequado dos resíduos.


Postar um comentário
Gostou da matéria? Deixe seu comentário ou sugestão.