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| Guilherme Borges / Foto: Arquivo do Artista |
Poesia ganha vida no palco
O artista petropolitano
Guilherme Borges acaba de lançar “Equanimidade”, seu segundo álbum autoral.
Disponível nas plataformas digitais desde 29 de setembro, o trabalho reúne 11
faixas e percorre temas como amor, pertencimento, espiritualidade, política,
sofrimento, liberdade e reconstrução.
O disco parte de uma ideia que
atravessa todas as faixas: como continuar inteiro diante de uma vida marcada
por conflitos, perdas e contradições. O título não remete a uma existência sem
dor, mas à maneira de lidar com aquilo que acontece. Nas canções, Guilherme
aborda a possibilidade de preservar a ternura, estabelecer limites, escolher
relações mais saudáveis e não reproduzir violências recebidas.
Um álbum para atravessar caminhos
A dimensão política aparece em
diferentes momentos do trabalho, mas não fica restrita a questões
institucionais. Em “Religião Não é Amor”, o artista questiona o uso da fé como
instrumento de controle, violência e exclusão. Já “Inventar a Felicidade”
aproxima questões sociais da tentativa de recuperar pequenas experiências de
bem-estar em meio a um cotidiano percebido como desigual e acelerado.
As relações afetivas também
ocupam espaço importante. “Desaparecer em Paz” fala sobre deixar relações
marcadas pelo desrespeito sem transformar a partida em vingança. “Compreensões
Possíveis / O Jeito de Querer” aborda a tentativa de amar sem a necessidade de
representar uma ideia de perfeição, enquanto “Terça-feira” encontra intensidade
na simplicidade de uma relação compartilhada.
A faixa “Contemplar”
estabelece uma ponte com o primeiro álbum do artista, “Contemplação Carinhosa
da Angústia”. Se no trabalho anterior a angústia já ocupava um lugar central,
em “Equanimidade” ela aparece sob outra perspectiva: como algo que pode ser
observado e compreendido, sem necessariamente precisar ser eliminado.
Da angústia à reconstrução
A passagem do tempo também
aparece no álbum. Em “Beleza em Permanecer”, Guilherme reflete sobre a chegada
aos 30 anos e sobre a ideia de que viver não precisa significar vencer todas as
batalhas. A permanência surge como uma forma de seguir presente diante das
experiências da vida.
Na última faixa, “Primavera”, essa
ideia ganha uma imagem de reconstrução. O inverno permanece como parte da
trajetória, mas deixa de representar o único horizonte possível. A sequência
das 11 músicas foi pensada como uma narrativa contínua, conduzindo o ouvinte
por diferentes estados, entre revolta, liberdade, pertencimento, afastamento,
reconstrução, amor, contemplação, amadurecimento e permanência.
Com trabalho autoral marcado
pela combinação de pop, lirismo e teatralidade, Guilherme Borges desenvolve uma
produção em que experiências pessoais e questões coletivas se encontram.
“Equanimidade” dá continuidade a essa pesquisa artística e apresenta, em 11
faixas, uma reflexão sobre a possibilidade de seguir vivendo sem deixar que a
violência determine aquilo que se escolhe ser.
Ouça “Equanimidade”
O segundo álbum autoral de
Guilherme Borges está disponível nas plataformas digitais desde 29 de setembro.
O trabalho reúne as faixas “Equanimidade”, “Religião Não é Amor”, “Complexidade
de Pertencimento”, “Desaparecer em Paz”, “Inventar a Felicidade”, “Compreensões
Possíveis / O Jeito de Querer”, “Terça-feira”, “Amplitude”, “Contemplar”,
“Beleza em Permanecer” e “Primavera”.
Para ouvir o álbum: Equanimidade
– Guilherme Borges


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