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| Nutricionista Yuri Viveros |
A alimentação é uma das
principais dúvidas de quem começa ou mantém uma rotina de atividade física. O
que comer antes do treino? Treinar em jejum ajuda a emagrecer? E depois da
atividade, quais alimentos contribuem para a recuperação muscular? Além dessas
questões, o uso de suplementos também costuma gerar dúvidas entre praticantes
de exercícios.
O nutricionista Yuri Viveros,
que atua há 13 anos na área e possui pós-graduação em Nutrição Esportiva e
Estética, explica que não existe uma estratégia alimentar única para todas as
pessoas. Segundo ele, a alimentação precisa levar em consideração o objetivo, a
rotina, o tipo de exercício e as características individuais de cada paciente.
“Antes de pensar em uma regra,
é importante entender qual é o objetivo daquela pessoa e como é a rotina dela.
A alimentação precisa acompanhar o treino e contribuir para que ela tenha
energia durante a atividade e consiga se recuperar depois”, explica Yuri.
Uma das estratégias que mais
gera dúvidas é o treino em jejum. Embora algumas pessoas optem por não se
alimentar antes da atividade com a expectativa de aumentar a queima de gordura,
isso não significa necessariamente que o jejum resulte em maior emagrecimento.
Além disso, dependendo da pessoa e da intensidade do exercício, a ausência de
alimentação pode prejudicar o rendimento.
“O treino em jejum não é uma
fórmula para emagrecer. O resultado do emagrecimento depende de todo o contexto
da alimentação e da rotina da pessoa. Para algumas pessoas pode funcionar, mas
para outras pode causar queda de rendimento, cansaço ou até aumentar a fome ao
longo do dia”, afirma o nutricionista.
Antes do exercício, a escolha
dos alimentos também deve considerar o horário e o tipo de treino. A refeição
ou lanche pode fornecer energia para a atividade e ajudar a evitar desconfortos
durante o exercício. Já no período após o treino, a alimentação ganha
importância na recuperação do organismo, especialmente para quem busca preservar
ou aumentar a massa muscular.
Segundo Yuri, proteínas e
carboidratos podem ter funções importantes nesse momento. Enquanto as proteínas
fornecem aminoácidos necessários para a recuperação muscular, os carboidratos
ajudam na reposição das reservas de energia utilizadas durante o exercício.
“O pós-treino não precisa ser
uma refeição complicada. O mais importante é que exista uma alimentação
adequada ao objetivo da pessoa, com uma boa fonte de proteína e, quando
necessário, uma fonte de carboidrato. A quantidade e a escolha dos alimentos
vão depender de cada caso”, explica.
Outro assunto frequente entre
quem pratica atividade física é a suplementação. Produtos como whey protein e
creatina fazem parte da rotina de muitos praticantes de exercícios, mas,
segundo o nutricionista, isso não significa que todos precisem utilizá-los.
“Suplemento não é obrigatório
para quem treina. Ele pode ser uma ferramenta interessante quando existe uma
necessidade específica ou quando facilita o alcance das necessidades nutricionais,
mas não substitui uma alimentação adequada”, destaca Yuri.
O nutricionista também alerta
para o consumo de suplementos sem orientação. A escolha de um produto deve
considerar as necessidades individuais e o objetivo do treinamento, evitando que
a pessoa consuma determinados produtos apenas por influência de redes sociais
ou de outras pessoas que treinam.
Para Yuri, o acompanhamento
nutricional deve estar alinhado à realidade de cada paciente. A rotina de
trabalho, os horários de treino, os hábitos alimentares e os objetivos precisam
ser considerados para que a estratégia possa ser mantida no dia a dia.
“A comunicação entre
nutricionista e paciente é fundamental. Não adianta montar uma estratégia
perfeita no papel se ela não consegue ser aplicada na rotina. O planejamento
precisa fazer sentido para aquela pessoa e ser sustentável”, ressalta.
Com a popularização das
academias e da prática de atividades físicas, dúvidas sobre jejum, alimentação
pré e pós-treino e suplementação se tornaram cada vez mais comuns. Para o
nutricionista, buscar orientação profissional pode ajudar a evitar estratégias
generalizadas e adaptar a alimentação aos objetivos de cada praticante.
Sobre Yuri Viveros
Yuri Viveros é nutricionista,
atua há 13 anos na área e possui pós-graduação em Nutrição Esportiva e
Estética. Atualmente, seu trabalho é voltado principalmente para o
emagrecimento associado à prática de atividade física e o acompanhamento de
atletas, especialmente do futebol.


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