A petropolitana Rafaela Elisiário, presidenta nacional da União da Juventude Socialista (UJS), e a União Nacional dos Estudantes (UNE) estão no centro de uma disputa judicial envolvendo Flávio Bolsonaro (PL). O caso provocou manifestações das lideranças estudantis, que reafirmam o compromisso com a democracia e a continuidade da mobilização da juventude.



Bianca Borges e Rafaela Elisiário: “Não seremos silenciados”


A presidenta da UNE, Bianca Borges, criticou a iniciativa judicial em publicação oficial da entidade.


“A luta dos estudantes está movimentando os quatro cantos do Brasil e, por isso, Flávio Bolsonaro APAVORADO entrou com um processo na justiça contra a UNE!”, afirma a presidenta. A dirigente também reforçou: “Não seremos silenciados! A nossa luta em defesa da democracia continuará nas ruas e nas redes até que conquistemos a vitória”.


Rafaela Elisiário, presidenta nacional da UJS e natural de Petrópolis, também afirmou que a organização não será intimidada.


“A União da Juventude Socialista sempre teve lado, nunca nos furtamos de defender um projeto de país que mude a vida do povo, não será agora que seremos intimidados”, diz Rafaela. A dirigente conclui: “E se eles acham que podem calar a juventude, eles não aprenderam nada com a história”.


Daniel Beatriz, presidente municipal da UJS, também criticou a iniciativa e a comparou a posturas adotadas anteriormente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.


“Se querem calar a juventude brasileira, precisam saber que não será fácil. Somos resistência atemporal contra aqueles que atentam contra a democracia, nossos direitos e nosso povo”, afirmou.



Professora Lívia defende autonomia estudantil


Em Petrópolis, a vereadora Professora Lívia (PCdoB), presidenta da Comissão de Educação da Câmara Municipal, defendeu a liberdade de organização dos estudantes. Professora da rede pública, ela relembrou que, em 2020, durante sua candidatura à Prefeitura, realizou uma filiação simbólica à UJS.


“Os estudantes precisam ser respeitados em sua liberdade de organização. A defesa de seus direitos e de sua autonomia é fundamental para a democracia”, afirmou.


A parlamentar também destacou a gratuidade no transporte coletivo para estudantes de Petrópolis como uma conquista relacionada à mobilização da UJS e do movimento estudantil.


“Essa conquista mostra que a organização coletiva é fundamental para transformar a realidade e garantir direitos. A livre organização precisa ser garantida para que os estudantes continuem lutando por mais direitos e pela realização de seus sonhos”, ressaltou.



Liberdade de organização e democracia


A disputa reacende o debate sobre a participação política da juventude e o papel das entidades estudantis na democracia brasileira. A Constituição Federal assegura a liberdade de expressão e de associação, direitos fundamentais para a organização coletiva.


As lideranças que se manifestaram defendem a continuidade da mobilização estudantil e o direito de os jovens apresentarem suas reivindicações e participarem ativamente da construção do país.

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