As mulheres ganham espaço na disputa pelas vagas temporárias de fim de ano. Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise, aponta um avanço de 51,7% no volume estimado de postos associados à preferência por mão de obra feminina, que chega a 42,6 mil vagas entre as empresas que declaram priorizar mulheres nas contratações para o período. Em Petrópolis, onde cerca de três mil vagas temporárias podem ser abertas até dezembro, a temporada de contratações também representa uma oportunidade para mulheres que buscam o primeiro emprego, uma recolocação profissional ou uma fonte de renda no fim do ano.


O resultado integra um levantamento que estima 129,6 mil vagas temporárias no país no fim de 2026. O estudo mostra que 46,1% dos empresários que pretendem contratar afirmam preferir mulheres, enquanto 17,1% demonstram preferência por homens. No comércio, a preferência feminina aparece em 35,9% das respostas, chegando a 37,2% nas microempresas com até quatro funcionários.


Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis, Cláudio Mohammad, os números reforçam a importância de ampliar o acesso às oportunidades e reconhecer a contribuição das mulheres para a atividade econômica. “O comércio é um setor que oferece oportunidades para profissionais com diferentes experiências e trajetórias. O crescimento da preferência por mulheres nas contratações temporárias mostra a importância de valorizar competências, dedicação e capacidade de atendimento. Em Petrópolis, esse período pode abrir caminhos para muitas profissionais que desejam ingressar ou retornar ao mercado de trabalho”, afirma.



Varejo concentra oportunidades

Entre as funções mais citadas pelas empresas que pretendem contratar trabalhadores temporários estão vendedor, com 23% das respostas, ajudante (22%), entregador (10%), manicure (10%), caixa (9%) e recepcionista (9%). As oportunidades abrangem, portanto, atividades de atendimento ao público, apoio operacional e serviços.


A pesquisa também registra uma mudança no comportamento dos empregadores: a parcela dos que afirmam não ter preferência por gênero caiu de 50,2% para 37,7%. O dado indica uma alteração no perfil declarado das contratações, embora a preferência informada pelos empresários não represente, por si só, a distribuição efetiva das vagas preenchidas.


“É importante que as mulheres acompanhem as oportunidades e se candidatem às funções para as quais tenham interesse e perfil. O trabalho temporário pode proporcionar experiência, ampliar a rede de contatos e, em alguns casos, abrir caminho para uma contratação permanente. O essencial é que as oportunidades sejam aproveitadas e que a competência profissional tenha espaço para se destacar”, pontua Cláudio Mohammad.

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