Na última terça-feira, 5 de novembro, o Museu Imperial recebeu Sílvia Maria Pinheiro Grumbach e seu esposo José Roberto Ponce Grumbach, tetraneto do visconde de Souto, para assinatura do Termo de Doação de itens pertencentes à família Souto.
A doação foi oficializada na presença dos doadores, do Diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Júnior, da Coordenadora Técnica, Claudia Maria Souza Costa, e da equipe do Arquivo Histórico, a historiadora Alessandra Fraguas e os arquivistas Cléber Belmiro e Maria Celina Soares de Mello e Silva.
Foi doado um total de 28 itens que integrarão o acervo do Museu Imperial. Os documentos são datados entre os anos de 1863 e 1907 e possuem referências à família do visconde de Souto e às famílias do marquês de Olinda e do visconde de Pirassinunga. Um exemplar do livro Visconde de Souto: Ascensão e Quebra no Rio de Janeiro Imperial, de Francisco Souto Neto e Lúcia Helena Souto Martini, foi doado a Biblioteca do MI.
Segundo o livro, publicado em 2017, Antonio José Alves Souto, o visconde de Souto,
nasceu em Portugal em 1813. É considerado o primeiro banqueiro particular do Brasil e possuía uma casa bancária chamada Casa Souto. Pelo casamento dos filhos, aparentou-se com o conde de Ipanema, o marquês de Olinda, o visconde de Pirassinunga e com o ministro Eusébio de Queirós. Tornou-se o banqueiro oficial da Casa Imperial do Brasil. Associado ao barão de Mauá, desenvolveu diversas obras para o progresso do país. Abolicionista, comprava escravos para alforriá-los. Em 1864 houve a falência da Casa Souto, o que prejudicou empresas no Brasil e em Portugal. Machado de Assis mencionou o banqueiro em artigos de jornais e livros, como em Quincas Borba (1891).


Serviços
Museu Imperial/Ibram/Ministério da Cidadania
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