Márcia Julião*

 

O Coronavírus tem provocado grandes prejuízos a diversos setores da economia e causado um verdadeiro caos na saúde financeira de muitas empresas. Ninguém estava preparado para enfrentar tantos desafios impostos pela chegada dessa pandemia.

Na medida em que nos vimos forçados a permanecer em confinamento, nosso comportamento de consumo se alterou drasticamente. Com essa mudança de rotina, novos hábitos foram introduzidos no nosso cotidiano. A combinação home office/família trouxe novas demandas e uma sobrecarga de trabalho jamais imaginada, principalmente para o público feminino.

Para os profissionais autônomos, as preocupações com trabalho e renda geraram desconforto e impacto financeiro em seus lares. Alguns setores da economia se viram ainda mais prejudicados e afetados pela pandemia, dado que o consumo de alguns produtos e serviços tiveram uma queda significativa.

Durante a quarentena, o comportamento do consumidor mudou, ele passa a acessar mais os sites de e-commerce, dedica mais tempo ao processo de pesquisa por produtos, busca canais de respostas rápidas, navega mais nas redes sociais e busca por conteúdos relevantes, principalmente, voltados para os assuntos ligados à pandemia.

Se o clima é de incertezas nas empresas, nas organizações familiares não é diferente. Diante deste cenário confuso, os consumidores estão em busca de experiências positivas, que lhes tragam segurança ao se relacionarem com suas marcas. Neste momento, as empresas que estão investindo no engajamento com seu público podem elevar seu nível de participação no “share of wallet” do seu mercado de atuação.

E o que paira no ar é a pergunta: o que fazer para superar a forte recessão econômica causada pelo Coronavírus? Não há fórmula mágica, mas o que temos acompanhado é que em função da recomendação de confinamento, algumas marcas logo se posicionaram e começaram a incentivar o distanciamento. O Mercado Livre, por exemplo, alterou sua logo, do tradicional “aperto de mãos”, para o “encontro dos cotovelos” numa demonstração clara da preocupação com os efeitos da pandemia. Já a rede do Magazine Luíza, substituiu seus habituais anúncios de TV por orientações, dizendo que os consumidores podem contar com a empresa nesse momento de incerteza, além de estar realizando doações e ter reduzido o valor do seu frete para diversas regiões do país.

O que não dá para negar é que o e-commerce, que já vinha com uma forte expansão nos últimos anos, registrou aumentos consideráveis de vendas, principalmente, em algumas categorias, como: higiene, limpeza caseira, produtos para bebês e mercearia, dentre outros.

Os momentos de crise devem ser encarados como uma oportunidade para as empresas se reinventarem. Os consumidores pedem para que se posicionem com ações que possam gerar impacto positivo, facilitando as decisões de compra, gerando mais conforto, informação e praticidade.

Em meio a tantas mudanças provocadas por um inimigo invisível, empresas se veem forçadas a repensar suas ações de marketing. Investir em marketing de relacionamento, por exemplo, pode ser uma excelente estratégia. Para empresas que já trabalham com o meio digital, essa é a hora de trabalhar a produção de conteúdo relevante, de humanizar a marca e promover a interação com seu público-alvo. Investir nas mídias sociais, nas plataformas de vendas on-line e nos aplicativos de delivery. Essas iniciativas podem ser a saída mais rápida para superar os efeitos trazidos pela COVID-19.  

 

(*)Economista, especialista em marketing, e professora da FMP/Fase.


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