Crescimento de 89% no Brasil

Projeção da OMS nos próximos trinta anos

 

Qualquer diminuição da visão pode mudar de forma significativa a vida de qualquer pessoa. Situações simples do dia a dia podem ser um grande problema. Imagine não conseguir enxergar se o ônibus que está vindo é o seu ou não identificar alguém que está acenando pra você a uma certa distância. Esses são alguns exemplos corriqueiros de situações que acontecem com a quem não vê bem de longe, como os míopes.

 

A doença

A miopia é um distúrbio caracterizado por dificuldades na visão para longe. Assim como os demais problemas de refração como hipermetropia e astigmatismo, quem sofre de miopia não tem a imagem corretamente focada pela retina devido à distorções criadas na passagem da luz através do olho.

 

Dados

Segundo dados da OMS, a Organização Mundial da Saúde, a Miopia acomete atualmente cerca de 2.600 milhões de pessoas no mundo e os números são ainda maiores para os próximos trinta anos. No Brasil, a expectativa é que até o ano de 2050 haja 89% de elevação no número de casos e mundialmente, a previsão é de 49% de aumento. 

 



“A miopia se manifesta normalmente de forma lenta e progressiva, podendo começar em crianças ou adultos jovens. Ela provoca dificuldade de visão para longe e também pode ser causa de dor de cabeça pelo esforço para enxergar. Essa expectativa de grande aumento do número de míopes está relacionada à modificações de hábitos da população, como uso frequente de celulares, tablets e computadores, além da pouca exposição a luz solar. Esses fatores vem sendo relacionados a um aumento progressivo do número de casos  de miopia e também a progressão do grau, principalmente em pacientes jovens”, diz o especialista em miopia, Drº Fernando Medeiros.

 

Como corrigir

A correção da miopia é feita basicamente com óculos e lentes de contato. Em muitos casos, em condições ideais, pode também ser corrigida de forma mais definitiva com cirurgia. “A modalidade cirúrgica mais comum é com uso do Excimer Laser, mas também é possível implantar lentes intraoculares como a Artisan, em casos específicos. Vale ressaltar que não são todos os pacientes que podem fazer a correção dessa forma, por isso é recomendado uma série de exames minuciosos e consultas com um especialista em cirurgia refrativa”, pontua o oftalmologista. 

 

O casal Ana Carolina e Pascal Loeffelmann moram em Zurique na Suíça e vieram até Petrópolis para realizar sua cirurgia de correção de miopia em 2009. Segundo eles, o procedimento trouxe vários benefícios para o seu dia a dia.

 

“Usar óculos se tornou uma moléstia, já que depois de um dia de trabalho os olhos ficavam cansados e não tive uma boa adaptação a lente de contato no dia a dia. Com a cirúrgia de miopia passei a ter qualidade de vida pois parei de me preocupar onde havia esquecido os óculos e não sentia mais o cansaço. Praticar esportes como o tênis ou ir nadar passou a ser algo prazeroso e sem preocupação. A cirurgia foi a melhor decisão que já fiz na minha vida e recomendaria mil vezes pois só veio a somar”, relata. 

 

Laser

A cirurgia de miopia por laser tem por objetivo dar independência dos óculos e lentes de contato ao paciente. É um procedimento considerado rápido e seguro, mas só altera a anatomia da córnea. As demais estruturas do globo ocular continuarão com características de um olho míope.

 

Mudança de hábitos

Por isso os especialistas recomendam que alguns hábitos sejam tomados para tentar retardar a evolução da doença, que está relacionada diretamente a questões genéticas. 


A diminuição do tempo uso de eletrônicos e a prática de atividades ao ar livre, podem auxiliar nesse processo, particularmente em crianças e adolescentes. Algumas estratégias como prescrição precisa do grau, lentes de contato especiais e até uso de alguns colírios, vem sendo discutidas e utilizadas em todo o mundo na tentativa de frear a progressão do grau dos míopes.


 “É importante ressaltar que míopes são mais propensos ao glaucoma e ao descolamento de retina, portanto quando se fala em controle da miopia não é somente uma questão de grau maior ou menor, é uma questão de saúde ocular, finaliza o Dr.”




 

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