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Levantamento chama a atenção para o risco a que estão expostos idosos que vivem sozinhos

 

Uma pesquisa feita pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ) por encomenda do Sesc RJ com idosos do estado do Rio de Janeiro revela que a segurança do lar é relativa em um contexto de pandemia. Isso porque 61,1% das quedas sofridas por esse público no período ocorreram em ambiente doméstico.

 

Realizado com 400 pessoas entre 61 e 80 anos que participam de atividades em 19 unidades do Sesc RJ, o levantamento detectou que a sala de casa é o local mais perigoso: 19,3% caíram nesse cômodo. Os demais acidentes aconteceram no quarto (13,8%), quintal (5,6%), cozinha (5,6%), escada (5,6%), banheiro (2,8%), corredor (2,8%), área de serviço (2,8%) e terraço (2,8%).

 

A pesquisa aponta um outro dado que reflete o risco a que estão expostos os idosos que vivem sós: 41,7% daqueles que relataram quedas, seja em casa, seja na rua, não conseguiram levantar-se sozinhos, necessitando de ajuda de terceiros. Os motivos dos acidentes são os mais diversos, destacando-se escorregada (27,8%), degraus (13,9%), desequilíbrio por falta de força muscular (13,9%), tontura (8,3%), queda por altura (5,6%) e tropeço (5,6%).

 

“Os espaços urbanos e residenciais inspiram cuidados, mas é sobre a suas residências que as pessoas têm ingerência e podem agir. Uma parcela significativa dos idosos vive sozinha ou passa grandes períodos do dia sem a companhia de um familiar. Isso pode dificultar o socorro quando da ocorrência de quedas, ainda que todas representem grave risco para a saúde e a vida dos idosos, presenciadas ou não”, observa Thaís Castro, analista de Projetos Sociais do Sesc RJ, responsável pelo Trabalho Social com Idosos (TSI) da instituição.

 

A analista chama a atenção para um dado alarmante: 84,7% dos entrevistados declararam que não sentem ou sentiram necessidade de adequações em suas residências para a prevenção de quedas. Além das adaptações no ambiente, Thaís Castro recomenda medidas como a utilização de pulseiras inteligentes para avisos emergenciais rápidos para familiares. Também sugere a criação de uma rotina de contato telefônico com a família em horários pré-determinados e, ainda, o estabelecimento de uma rede de suporte local, com porteiros e vizinhos, por exemplo.

 

Enfermidades e inadequações no ambiente resultaram em quedas

As condições de saúde dos pesquisados também foram alvo de investigação. A grande maioria possui algum tipo de enfermidade, sendo as principais: hipertensão arterial (54,7%), artrose (33,8%), osteoporose/osteopenia (23,2%), diabetes (21,2%) e artrite/reumatismo (19,4%) – sendo estes índices maiores na população de menor renda.

 

O estudo revela que tais condições – doenças e “armadilhas” domésticas – foram fatores contribuinte para a queda dos idosos, gerando diversas consequências entre os pesquisados. As mais relatadas foram hematomas (38,9%), escoriações, feridas ou arranhões (25%), dores crônicas (19,4%) fraturas (8,3), torções (5,6%) e sutura com pontos (2,8%). Diante desses resultados, o Sesc RJ está elaborando uma série de ações educativas para tentar reduzir esses índices, incluindo campanhas nas redes sociais e também orientações aos participantes das atividades que organiza voltadas a esse público.

 

Confira alguns destaques da pesquisa:

 

Acidentes dentro da residência: 61,1%

Acidentes fora da residência: 38,9%

 

Locais dos acidentes domésticos:

Sala: 19,3%

Quarto: 13,8%

Quintal 5,6%,

Cozinha: 5,6%

Escada: 5,6%

Banheiro: 2,8%

Corredor: 2,8%

Área de serviço: 2,8%

Terraço: 2,8%

 

Motivos da queda

Escorregada: 27,8%

Degraus: 13,9%

Desequilíbrio por falta de força muscular: 13,9%

Tontura: 8,3%

Queda por altura: 5,6%

Tropeço: 5,6%

 

Condições de saúde dos pesquisados

hipertensão arterial: 54,7%

Artrose: 33,8%

Osteoporose/osteopenia: 23,2%

Diabetes: 21,2%

Artrite/Reumatismo: 19,4%

 

Consequências das quedas

Hematomas: 38,9%

Escoriações, feridas ou arranhões: 25%

Dores crônicas: 19,4%

Fraturas: 8,3%

Torções: 5,6%

Sutura com pontos: 2,8%

 

Algumas recomendações

- Utilização de pulseiras inteligentes para avisos emergenciais rápidos

- Criação de uma rotina de contato com a família com horários pré-determinados para ligações telefônicas

- Estabelecimento de uma rede de suporte local, com porteiros e vizinhos, por exemplo

- Evitar materiais de limpeza que deixem o piso escorregadio

- Evitar obstáculos, como fios de equipamentos, tapetes e outros objetos, no caminho frequente do idoso

- Melhor evitar tapetes, mas se não for possível, sempre optar pelos antiderrapantes

- Dar preferência a calçados com solado antiderrapante e nunca andar de meias

- Levantar-se com cuidado para evitar tonturas e fragilidade muscular

 

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