Primeira etapa do restauro (Foto: divulgação)


A obra é uma pintura monumental


Mede 12,75 metros de comprimento e 3,50 metros de altura

 

 

A restauração do painel da artista Djanira, que fica em uma sala no Centro de Cultura Raul de Leoni, em Petrópolis, finalmente começou a ser realizada. O anúncio foi feito na terça-feira passada (03/08) pelo prefeito interino Hingo Hammes. A primeira etapa – com previsão de 15 dias – consiste na limpeza do verso do painel, com o fechamento de rasgos e colocação de enxertos. A restauração está sendo feita pela empresa Anima Conservação Restauração e Artes. O início dos reparos deve ser concluído em até oito meses.

 

Segundo a coordenadora da restauração, Cinthya Nascimento, em 15 dias a primeira etapa deste trabalho deve estar concluída. “Queremos entregar o quanto antes para a população da cidade a obra restaurada. Estamos trabalhando nesse momento no verso do painel, com a limpeza, colocação de enxertos. Depois, vamos dar sequência na parte da frente do painel”, explica.

 

A contratação do serviço de restauração é resultado de um termo de ajustamento de conduta firmado entre a prefeitura e o Ministério Público Federal em 2016. Importante destacar que, andamento do processo licitatório para restauração passou pela apreciação do Iphan. A museóloga do Instituto Municipal de Cultura (IMC) participou da aprovação. "Essa obra é de valor inestimável. Essa é uma grande conquista cultural para a nossa cidade. Estamos muito felizes com o restauro do painel", disse Charles Rossi, presidente do IMC.

 

  



Sobra a obra

 

O painel Djanira é uma das peças mais importantes já produzidas pela artista. Ela residiu em Petrópolis durante o período em que pintou o painel para o Liceu Municipal Prefeito Cordolino Ambrósio. A obra é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1982.

 

O grande painel, com 12,75 metros de comprimento e 3,50 metros de altura, com data de 1953, retrata paisagens e cenas típicas de Petrópolis. A obra traz elementos que remetem à cidade, como o Museu Imperial, as carruagens, as fábricas de cerâmica e de tecido.

 

 

 

 

 

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