Professor Gabriel Mamed



*Gabriel Mamed


Você sabe o que é inflação? É o aumento constante e generalizado de preços em uma economia e tem, como consequência, a desvalorização da moeda nacional, ou seja, cada unidade de real passa a valer menos, pois menos se pode comprar com ela.


A inflação pode ter diversas causas e ser de diferentes intensidades. No presente momento, em que se registra um surto inflacionário, pode-se colocar como fatores:



- insuficiência de oferta: durante a pandemia, muitas atividades foram prejudicadas e houve redução da produção;


- auxílios governamentais: com o auxílio monetário concedido por governos estaduais e federal, a demanda continuou aquecida, frente a uma redução da oferta de mercadorias, o que fez com que a demanda fosse maior que a oferta, levando a um movimento normal de alta de preços;


- dólar elevado: com o dólar extremamente valoriazado frente ao real, torna-se vantajosa a exportação de mercadorias. Com isso, muitos produtores desviam sua produção para o exterior, reduzindo ainda mais a oferta no mercado interno, o que leva à elevação de preços;


- preço do petróleo e demais fontes energéticas: os combustíveis e outras formas de energia são constituem custos fundamentais para as empresas e para as famílias. Portanto, qualquer atividade repassará para os preços o aumento desse custo;


- incertezas político-econômicas: diante dessas incertezas, aqueles que podem buscam se proteger de qualquer risco elevando seus preços ou trocando o real por uma moeda mais forte, notadamente o dólar, o que valoriza ainda mais essa moeda.

Portanto, o problema da inflação é difícil de resolver e políticas tradicionais isoladas, como o aumento da taxa de juros, podem não ser suficientes.



Neste final de ano, em que se projeta uma inflação em torno dos 10%, espera-se um Natal mais caro para as famílias.



A ordem é sempre pesquisar e substituir produtos para poder colocar alguma coisa na mesa para a ceia da meia-noite. 

 

(*) Economista e professor da UNIFASE.

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