A hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa que afeta os nervos e a pele. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é um dos três países com maior concentração de novos casos no mundo, ao lado da Índia e Indonésia. Segundo a Dra. Rafaela Bongiovani, infectologista do Hospital Santa Teresa, a doença tem uma evolução crônica, ou seja, a manifestação dos sintomas pode levar meses ou anos para acontecer.


Nesse cenário, a principal forma de transmissão é por via respiratória com a inalação de gotículas oriundas de pessoas infectadas que não se trataram. Geralmente, o indivíduo tosse e a bactéria afeta quem está próximo. “A hanseníase é uma doença muito prevalente no Brasil e o perfil epidemiológico mostra que a maioria das pessoas afetadas são os moradores de áreas socioeconômicas mais vulneráveis”, explica a especialista. Os sintomas mais comuns são:


- Manchas mais claras ou avermelhadas na pele onde o paciente percebe uma diminuição ou até mesmo perda da sensibilidade na região;

- Dormência ou formigamento nas mãos ou pés;

- Dor ou sensibilidade nos nervos, ferimentos ou queimaduras indolores nas mãos ou pés.


Apesar disso, a doença tem cura e o tratamento está 100% disponível no SUS. Por isso, as pessoas devem procurar o hospital mais próximo para evitar complicações. “O início do tratamento precoce é primordial para prevenir incapacidades físicas que podem ocorrer quando o diagnóstico é mais demorado. Além disso, é muito importante que o paciente faça o tratamento até o final. Assim, ele estará completamente curado e sem riscos de transmissão para outros indivíduos”, orienta a infectologista do Hospital Santa Teresa.

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