O Movimento Empresarial Petrópolis 2030, que reúne 32 entidades representativas da cidade, está se manifestando junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Elovias, que assumiu a concessão da BR-040, exigindo a reconstrução imediata do posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na subida da serra de Petrópolis. O antigo posto, localizado no km 89 da rodovia, foi demolido em 2015 para dar lugar às obras da Nova Subida da Serra, que foram paralisadas em 2016. Desde então, o trecho permanece sem estrutura física de fiscalização, o que tem gerado impactos diretos na segurança viária, na prevenção de crimes e na fluidez do trânsito. Um caso recente, um assalto à mão armada com uma família de Juiz de Fora como vítima dos bandidos na subida da serra, reacendeu a urgência de a estrutura ser refeita. Os bandidos, além de roubarem o carro da família usaram o veículo em outra ação criminosa, na descida da serra.


“A BR-040 é um dos principais acessos à cidade e sua vulnerabilidade compromete não apenas a mobilidade, mas também a imagem de Petrópolis como destino turístico e polo econômico. A ausência da PRF nesse ponto estratégico influencia diretamente”, aponta Cláudio Mohammad, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis e liderança do movimento empresarial.


A ausência do posto da PRF na subida da serra reduz a capacidade de resposta a acidentes, infrações e ações criminosas, além de afetar a sensação de segurança de moradores e visitantes. Petrópolis é reconhecida como a cidade mais segura do Estado entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, segundo levantamento do IBGE e Ministério da Saúde. Para manter esse patamar de excelência, é essencial que seus acessos estejam devidamente monitorados e protegidos.


“O posto da PRF na subida da serra não é apenas uma estrutura física. É um símbolo de presença do Estado, de ordem e de proteção. A cidade não pode ser vulnerável em um de seus principais corredores logísticos e turísticos”, afirma Cláudio Mohammad, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e porta-voz do movimento.


Em 2021, o Ministério Público Federal abriu inquérito e  teve reuniões com a superintendência da PRF no Estado do Rio cobrando o retorno do posto. O Movimento Empresarial Petrópolis 2030 reforça que a reconstrução do posto deve vir acompanhada de um efetivo atuante e equipamentos modernos, como radares móveis, etilômetros e medidores de distância a laser, além de integração com sistemas de monitoramento urbano.


“A cidade vive um momento decisivo. Com projetos estruturantes em andamento, como o polo tecnológico na BR-040  e uma agenda de desenvolvimento até 2030 que pleiteamos, é urgente a retomada dessa estrutura. O movimento solicita que a a Elovias e a ANTT se posicionem com urgência e responsabilidade. Estamos prontos para colaborar, mas exigimos ação. Petrópolis merece respeito, segurança e infraestrutura à altura de sua história e potencial”, enfatiza Cláudio Mohammad.

 

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