Com o início do ano letivo, Itaipava volta a enfrentar um aumento significativo no fluxo de veículos e pedestres. O distrito concentra cerca de 18 unidades de ensino, entre escolas públicas e privadas, número que, na prática, se traduz em milhares de deslocamentos diários concentrados nos horários de pico da manhã e da tarde.


Em um cálculo conservador, considerando o porte médio das unidades e a presença de creches, escolas de ensino fundamental e médio, a estimativa é que entre cinco e sete mil alunos circulem diariamente por Itaipava em período letivo, sem contar pais, responsáveis, transporte escolar e profissionais da educação. O impacto direto recai sobre vias já sobrecarregadas, especialmente a Estrada União e Indústria e seus acessos.


Para a Unita – Unidos por Itaipava, a volta às aulas evidencia um problema estrutural que vai além do calendário escolar e se repete ao longo do ano: a falta de ordenamento urbano e de planejamento viário compatível com a realidade do distrito.


“A volta às aulas é previsível, acontece todos os anos. Mesmo assim, Itaipava continua enfrentando congestionamentos, paradas irregulares, falta de sinalização e ausência de fiscalização nos horários de maior movimento”, afirma o presidente da Unita, Alexandre Plantz.


Segundo ele, o problema se soma a outros fatores que já pressionam o trânsito local, como eventos, crescimento imobiliário e aumento da circulação de visitantes. “O distrito cresce, atrai mais pessoas, mais atividades, mas a infraestrutura viária e o ordenamento não acompanham esse crescimento”, destaca.


O secretário da entidade, Fabrício Santos, chama atenção para o efeito cumulativo desses deslocamentos. “Não se trata apenas do carro que deixa o aluno na escola. É o transporte escolar, o estacionamento em fila dupla, o pedestre disputando espaço com veículos e a falta de agentes para organizar o fluxo”, observa.


Para Fabrício, a ausência de medidas simples agrava um problema que poderia ser mitigado. “Sinalização temporária, ordenamento de embarque e desembarque, presença de fiscalização e planejamento de horários já fariam diferença. O que vemos é improviso”, diz.


A Unita reforça que a cobrança não é pontual nem direcionada às escolas, mas ao poder público. “A educação é essencial, assim como os eventos e o comércio. O que defendemos é que Itaipava funcione com planejamento e respeito à dinâmica urbana”, conclui Alexandre Plantz.


A entidade defende que a volta às aulas seja tratada como um fator permanente de impacto no trânsito e integrada a uma política mais ampla de mobilidade, que considere o cotidiano do distrito — e não apenas situações emergenciais.

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