A associação Unidos por
Itaipava (Unita), composta por empresários e moradores do distrito, está
mobilizada para cobrar do poder público a aplicação das melhorias viárias
propostas no estudo de mobilidade elaborado pela Coppe/UFRJ em parceria com a
CPTrans. O levantamento técnico, concluído há dois anos e com investimento
público estimado em quase R$ 900 mil, trouxe um conjunto robusto de propostas
voltadas à fluidez e segurança na região — muitas delas sintonizadas com as
demandas da entidade. O estudo foi oficialmente apresentado dia 11 de março de
2024, mas as obras não saíram do papel.
Entre as principais ações
previstas para Itaipava estão a alteração da geometria do Trevo de Bonsucesso,
visando reduzir conflitos viários e melhorar a circulação local; a duplicação
da Ponte de Bonsucesso, aumentando a capacidade de tráfego entre os bairros; a
construção de uma nova ponte no Horto Mercado, que permitirá a ligação direta
entre Itaipava e Bonsucesso; e a revitalização completa do entorno do
Hortomercado, com redesenho da malha viária e criação de uma via contornando o
Parque de Exposições. Além disso, o relatório da Coppe/UFRJ propõe a
requalificação da área do Terminal de Itaipava, com nova geometria e uma ponte
de acesso à BR-040, trazendo mais agilidade e segurança para o fluxo de entrada
e saída no distrito.
“Além disso há o alargamento e
pavimentação da Agante Moço, via atrás do Parque que estamos lutando para que
seja concluída e que terá aporte do governo federal por meio de interferência
do deputado Hugo Leal e apoio do governo do Estado. Também é preciso frisar que
obras como a ponte ligando a BR-040 à BR-495 na altura do Bramil está incluída
na nova concessão da Rio-Juiz de Fora. Assim temos dois pontos que estão com
chances de sair do papel. Agora é necessário que o governo viabilize as outras
intervenções”, afirma Alexandre Plantz, presidente da Unita.
A urgência de medidas de
mobilidade pode ser medida pelo protagonismo do distrito no turismo, comércio e
geração de empregos. Itaipava, recebe mais de 500 mil visitantes por ano e
abriga importantes empreendimentos como os shoppings que impulsionam a economia
local e atraem consumidores de diversas cidades. Com uma crescente rede de
hotéis, pousadas e restaurantes de alto padrão, o distrito é responsável por
uma parcela expressiva do movimento comercial da cidade — concentrando empresas
e gerando empregos diretos nos setores de comércio e serviços.
Para Fabrício Santos, esse
dinamismo, aliado ao crescimento populacional e à pressão sobre a malha viária,
torna imprescindível que as soluções propostas para mobilidade sejam tiradas do
papel com urgência, sob risco de comprometer o potencial econômico e turístico
da região. “O distrito cresce aceleradamente, mas as soluções ficam sempre no
horizonte. O estudo já apontou o caminho”, pontua.


Postar um comentário
Gostou da matéria? Deixe seu comentário ou sugestão.