O Carnaval promete atrair milhões de foliões em todo o país, embalados por muito samba no pé e diversão. Mas, entre confetes e serpentinas, a maior festa popular do Brasil pode esconder um vilão silencioso para a saúde. O consumo excessivo de álcool faz com que o metabolismo “saia do bloco” e não acompanhe o ritmo da folia, até mesmo, entre pessoas que possuem alimentação equilibrada e rotina de exercícios. Para não fazer feio no desfile e garantir nota 10 ao final da festa, especialista alerta para os cuidados com o corpo.
De acordo com a Dra. Nathália Ventura, médica especializada em nutrologia, endocrinologia e metabologia, o álcool é responsável por interferir no eixo hormonal hepático-endócrino. Na ação, o fígado prioriza a quebra do álcool, reduzindo o metabolismo de gorduras temporariamente, a conversão e depuração de hormônios e a regulação da glicemia, impactando diretamente sobre o equilíbrio metabólico no organismo.
“O consumo de bebida alcoólica promove diversos outros impactos, como o aumento dos níveis de cortisol, redução da sensibilidade à insulina, alteração do funcionamento de hormônios como o estrógeno, testosterona, leptina e grelina, essenciais para o controle do peso e da fome, podendo ser ainda mais potencializado com a desidratação, alimentação desorganizada e noites mal dormidas”, destacou a médica.
Segundo o Ministério da Saúde, o consumo de álcool é considerado excessivo, quando ultrapassa uma dose diária para mulheres ou duas doses para homens, em especial, quando repetido ao longo da semana ou concentrado apenas em datas comemorativas ou fins de semana, ampliando os prejuízos durante o verão, quando o calor favorece a desidratação.
“O impacto no organismo é menor quando o consumo é feito de forma esporádica, limitado a uma dose padrão e acompanhado de boa hidratação e refeições ricas em proteínas. Pessoas que possuem resistência à insulina, sobrepeso, síndrome dos ovários policísticos ou que estejam na menopausa, sentem os efeitos negativos, mesmo com pequenas quantidades de álcool”, disse.
Entre os prejuízos do consumo excessivo de álcool, estão o bloqueio temporário da queima de gordura, que dificulta o emagrecimento, acúmulo de gordura abdominal devido o aumento do cortisol, ingestão de calorias líquidas com baixo teor nutricional, redução da recuperação muscular e piora no sono. No corpo, os sinais observados são inchaço, fadiga, sono inadequado, aumento da fome e estagnação no peso.
“Quem está em fase de emagrecimento ou possui resistência insulínica, recomendo a suspensão ou redução ao máximo do consumo de álcool, sempre de forma consciente e individualizada. O organismo leva, normalmente, de 48 a 72 horas para começar a se reequilibrar. Quando consumido frequentemente, esse processo leva de duas a quatro semanas. Se beber, intercale o álcool com água, evite beber em jejum, priorize proteínas antes e durante o consumo, evite drinks açucarados e respeite os sinais do próprio corpo”, concluiu a Dra. Nathália Ventura.
Para dicas sobre o assunto, a médica elaborou gratuitamente uma série de vídeos, com informações que priorizam a saúde, através do Instagram @dranathaliaventura. Diariamente, perguntas são respondidas e instruções fornecidas às pessoas que buscam por tratamento. Atendimentos clínicos também são realizados nas clínicas localizadas em Duque de Caxias e Petrópolis.


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