Importante destino para veranistas e turistas, denso em população local e ainda sem planejamento viário colocado em prática, Itaipava sofre com o agravante da falta de manutenção do pavimento em vias secundárias e de acesso ao distrito. Além de sua principal artéria, a Estrada União e Indústria, o distrito convive com ruas importantes sem estrutura adequada, marcadas por buracos, ausência de acostamento e condições precárias de circulação.
Para o turistas, trechos mais
notórios de falta de manutenção são o acesso ao Trevo de Bonsucesso vindo da
BR-040, cerca de um quilômetro e a BR-495 e Estrada de Teresópolis, ponto
obrigatório de passagem para localidades do distrito. Mas é preocupante o
estado de vias como a Estrada das Arcas, a Estrada da Pedreira,
Estrada Crescêncio Costa, a Rua Neuza Brizola e a localidade de Santa Mônica.
Em comum, todas apresentam riscos constantes para motoristas, motociclistas,
ciclistas e pedestres, agravados em períodos de chuva.
Para o presidente da UNITA,
Alexandre Plantz, o problema vai além do desconforto no trânsito. “Estamos
falando de vias estruturais para o dia a dia da população, para o acesso a
bairros, ao comércio, ao turismo e a serviços essenciais. A pavimentação deteriorada,
seja em paralelo ou asfalto, aumenta o risco de acidentes, causa prejuízos
materiais e expõe uma falta de manutenção que não pode ser tratada como algo
pontual”, afirma.
A entidade destaca que muitas
dessas vias funcionam como acessos diretos a localidades residenciais e
turísticas, recebendo tráfego intenso sem a infraestrutura mínima necessária.
“No caso do acesso à Bonsucesso vindo da BR-040, por exemplo, a ausência de
acostamento somada aos buracos cria um cenário extremamente perigoso. É uma via
que precisa de intervenção urgente”, reforça Plantz.
O secretário da UNITA,
Fabrício Santos, chama atenção para o padrão recorrente de manutenção reativa.
“O que vemos é uma lógica de remendo, muitas vezes feita apenas após
reclamações ou quando a situação já está crítica. Falta planejamento,
recapeamento adequado e acompanhamento técnico para garantir durabilidade”,
avalia.
Segundo a UNITA, a recuperação
dessas vias deve ser tratada como prioridade, integrada a uma política mais
ampla de mobilidade, drenagem e ordenamento urbano. “Sem pavimentação de
qualidade, qualquer debate sobre mobilidade fica incompleto. Buracos e vias
degradadas travam o trânsito, aumentam custos e colocam pessoas em risco”,
completa Fabrício.
A entidade reforça que seguirá
cobrando soluções, acompanhando cronogramas e dando visibilidade às demandas do
distrito. “Itaipava não pode continuar convivendo com infraestrutura precária.
Nosso papel é garantir que esses problemas saiam do diagnóstico e avancem para
soluções concretas”, conclui Alexandre Plantz.


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